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Senado compartilha experiência de combate ao assédio com outras instituições Mudança na cultura organizacional é árdua e gradual e envolve muitas frentes, como a Capacitação de gestores, atos normativos e campanhas de comunicação

A Diretoria-Geral (DGer) participou, em maio, do encontro Prevenção e Combate ao assédio: práticas e modelo para implantação, promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O objetivo do evento foi compartilhar experiências de instituições que, a exemplo do Senado, já colocaram em prática ações nesse sentido. Na ocasião, a diretora-geral, Ilana Trombka, destacou a importância de trabalhar a cultura organizacional e de ter o apoio de outros setores, destacando a relevância da normatização interna, da capacitação de gestores e das campanhas de comunicação internas.

— Não é fácil no começo, pois envolve trabalhar a cultura organizacional. Em casos sérios, como os que tivemos nos últimos anos, nós prontamente conseguimos tomar as medidas necessárias porque temos o apoio da Comissão Diretora e a compreensão dos colaboradores que o melhor Senado é um Senado onde o assédio não tem vez — afirmou.

A diretora-geral salientou ainda que as iniciativas envolveram algumas das especificidades das empresas de terceirização que prestam serviços para o Senado. No trecho a seguir, ela explica que foram oferecidos cursos de capacitação de combate a assédio para esse público.

Ilana falou também sobre a importância de não “deixar os assediadores à vontade” para praticar tais atos. Por isto, quanto mais vigilantes forem os gestores, os colegas e toda a “atmosfera organizacional”, menos espaço haverá para qualquer tipo de assédio.

Assédio e igualdade de gênero - Como lembrou Bruno Dantas, que iniciou sua carreira como consultor legislativo do Senado e atualmente é presidente do TCU (quando da realização do evento era ministro vice-presidente do Tribunal de Contas), é impossível falar da igualdade de gênero sem enfrentar a questão do assédio dentro das organizações:

“O assédio é uma das muitas barreiras invisíveis que dificultam a ascensão feminina no mercado de trabalho, principalmente a cargos mais elevados. Essas barreiras fazem com que as mulheres deixem de ocupar posições de liderança e fiquem excluídas das decisões que regem a sociedade. Sem o olhar feminino no processo decisório, a mulher deixa de ser contemplada pelas escolhas das organizações públicas e privadas”

Principais diferenças entre atos de gestão e assédio moral

Desde o início da política de combate ao assédio na Casa, esses conceitos vêm sido esclarecidos aos gestores. Segundo a psicóloga do Serviço de Saúde Ocupacional e Qualidade de Vida no Trabalho (SesoQVT), Marina Vahle, entre os exemplos de assédio moral estão:

  • Ocultar deliberadamente informações importantes ao trabalho
  • Estipular prazos impossíveis para as tarefas ou invadir a vida privada
  • Isolar a pessoa no ambiente de trabalho ao não convidá-la para reuniões ou não copiá-la nos e-mails necessários para o desempenho de tarefas.

Já algumas das atitudes abaixo podem ser encaradas como atos de gestão, desde que sejam feitas de maneira justificada e dentro dos interesses da administração.

  • Atribuição de tarefas ao subordinado
  • A mudança de lotação do colaborador
  • Alteração da jornada de trabalho
  • A gestão de férias e recesso ou a destituição de função comissionada

Para uma melhor compreensão sobre esses tipos de condutas, assista abaixo uma simulação preparada por colaboradores da Casa.

No Senado, a política de combate ao assédio vem se fortalecendo ao longo dos anos com ações que envolvem tanto a capacitação dos gestores e das empresas terceirizadas, além de campanhas internas de comunicação.

O SesoQVT acolhe e orienta tanto as possíveis vítimas quanto os gestores que estejam precisando de mais esclarecimentos. Os números telefônicos estão disponíveis nos canais de comunicação da Casa.

Vale ressaltar que, para denunciar, a vítima deve procurar o próprio SesoQVT ou a Secretaria de Polícia Legislativa (Spol), que pode abrir um inquérito policial para apurar a situação.

A íntegra do evento virtual pode ser assistida no vídeo abaixo:

Mais informações sobre as campanhas desenvolvidas pela Casa podem ser obtidas na página institucional.

Credits:

Criado com imagens de AungMyo - "Sad woman raised her hand for stop domestic violence." • buritora - "モラハラされる女性 " • mpix-foto - "Mobbing im Beruf "