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Cuidar bem do acervo de arte da Casa é tarefa de todos

A beleza arquitetônica do Senado é de “tirar o fôlego”, na opinião de muitas pessoas que visitam o espaço. Outro aspecto inegável é a riqueza histórica das obras de arte presentes na Casa. Nos corredores e nos demais espaços de circulação, há obras de artistas consagrados, como o painel em mármore de Athos Bulcão, localizado no Salão Negro. E, para conscientizar o corpo funcional sobre a importância de cuidar bem desses itens, a Casa lançou, em novembro, uma campanha de conscientização patrimonial.

Foto: Fernando Ribeiro

Com o tema “nem toda obra de arte requer uma moldura, mas todas precisam de cuidado”, a ação é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação Social (Secom), desenvolvida pela Secretaria de Relações Públicas e Comunicação Organizacional (SRPCO), em parceria com o Museu do Senado. Até o fim de novembro, as atividades incluíram palestras, rodas de conversa e visitas guiadas específicas.

Alan Silva, coordenador do Museu, relata que é importante que todos entendam o significado de uma obra de arte e os motivos de ela ser tão importante em nossas vidas. Por isso, segundo ele, o intuito é levar informações sobre o valor histórico aos colaboradores da Casa.

O objetivo é fazer com que o público interno tome partido em favor da preservação do acervo. Quando se fala em arte, cada objeto é único, cada um tem sua própria história, é uma entidade única. Não é possível apenas substituir — explicou.

Érica Ceolin, diretora da Secom, explica que a ideia de criar a campanha nasceu durante os trabalhos da CPI da Pandemia. Durante as sessões, segundo ela, os colegas do Museu pediram ajuda no cuidado com as obras de arte do Senado. E, em algumas coletivas, aconteceu de um ou outro equipamento de imprensa encostar em quadros com risco de danificá-los.

Com o pedido, nós percebemos que a questão ia além do momento e era importante sensibilizar quem anda pelo Senado sobre a qualidade e a existência das obras de arte que existem aqui. Nem todos sabem que uma parede pode ser uma obra de Athos Bulcão, por exemplo — salientou.

De acordo com Érica, ter o corpo funcional da Casa como público-alvo neste primeiro momento, “é construir multiplicadores da cultura de preservação patrimonial. Muitos dos nossos colegas sabem que estamos em um Palácio cheio de obras de arte, mas não conhecem a história ou quais ações específicas oferecem risco à conservação do acervo”.

Com o engajamento dos que trabalham no Senado, temos a chance de formar uma equipe coesa, consciente e orgulhosa da sua capacidade de contribuir para a cultura de todos que visitam o prédio do Senado Federal — ressaltou a diretora.

Contribuição - Ana Novelli, diretora da SRPCO, ressalta que a ação é uma forma de relembrar que todos os dias “dividimos nosso espaço de trabalho com inúmeras obras de arte”. A tendência natural de identificar a arte com o que está na moldura não cabe na realidade da Casa. “Temos arte por todo o Palácio e, por isso, devemos cuidar e preservar nosso patrimônio cultural e artístico”.

A SRPCO atuou na criação da campanha, das peças de divulgação e na organização dos eventos de bate-papo com os colaboradores — explicou.

Para 2022, afirma Ana, o intuito é dar continuidade ao movimento iniciado neste ano, proporcionando a compreensão de que os materiais artísticos devem ser preservados e, para isto, é essencial adotar procedimentos simples: “Vamos manter o foco nos colaboradores, mas também vamos iniciar a conscientização dos nossos visitantes, afinal todos somos responsáveis pelos espaços que ocupamos”.

Atividades realizadas – Em 19 de novembro, ocorreram duas palestras, uma pela manhã e outra à tarde. As apresentações abordaram noções de conservação aos colaboradores que diariamente têm contato com as obras de arte espalhadas pela Casa. Foram contempladas equipes da Secom, da Secretaria de Polícia Legislativa (Spol), dos serviços gerais e da manutenção. Ao final dos eventos, foram promovidas visitas guiadas para o público participante.

Foto: Fernando Ribeiro

Fernando Ribeiro, locutor da Rádio Senado, acompanhou a palestra sobre patrimônio e conservação. A temática sempre despertou seu interesse pessoal, já que seus pais eram pintores e deixaram-lhe um legado de quadros feitos por eles.

Fernando Ribeiro, servidor do Senado

Achei a abordagem do Alan muito interessante. Ele chamou nossa atenção para que nos conscientizássemos que trabalhamos dentro de um Museu. Não é um prédio qualquer. Desde as paredes, com os azulejos do Athos Bulcão, é um museu. Temos um patrimônio inestimável e, se não for conservado, ele simplesmente desaparece. Aprendi muito na palestra. A experiência despertou minha consciência e me tornou um multiplicador, já que posso compartilhar estas informações com colegas de trabalho e visitantes.

Já no dia 23, ocorreu uma roda de conversa sobre os procedimentos de restaurações já realizados na instituição. Na ocasião, participaram como palestrantes os servidores Ismail de Souza Carvalho Neto, Raimundo Nonato Nascimento Soares e Priscila Rocha Gomes De Souza, todos do Serviço de Conservação e Preservação do Museu (SECPM).

O Acervo – Mais informações sobre o catálogo de obras da Casa podem ser conferidas no botão abaixo.