Loading

Formação Integrada para Sustentabilidade MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO PARA COMPETITIVIDADE . LINHA DE SUSTENTABILIDADE

MISSÃO . criar condições para fazer emergir um sujeito consciente e engajado consigo mesmo, na relação com os outros e com o todo, com sensibilidade, inteligência prática e fundamentação teórica em sustentabilidade.

Como a Formação Integrada funciona na prática?

Compreendemos que aprender é uma capacidade intrínseca e constantemente presente em nossa vida. Estamos sempre, como aprendentes, nos desenvolvendo, em constante processo de produção de nós mesmos num processo que se dá de maneira integrada: pelo o que nos acontece de fora para dentro, e pelo que percebemos, sentimos e compreendemos de dentro para fora. Desta forma, buscamos combinar conteúdos e atividades que promovam:

  • Espaços para o processo pessoal de produção de sentidos de cada sujeito (autoformação), para troca e aprendizagem pelas relações do grupo (heteroformação) e para aprendizagem pelo contato com o ambiente e o conjunto de relações complexas que nele acontecem (ecoformação).
  • Condições para a vivência e a expressão do conhecimento por meio não apenas de conceitos e teorias (razão formal), mas também por meio de projetos aplicados, viagens de campo e outras experiências práticas (razão experiencial) e atividades de cunho corporal, artístico, reflexivo e contemplativo (razão sensível).

Nosso processo estrutura-se ao redor de dois eixos:

Projeto de Si Mesmo: atividades, vivências e conceitos que buscam provocar nos alunos uma percepção ampliada de si mesmos, dos outros e da realidade, ativando, expandindo e contribuindo com a apropriação do seu potencial sensível/perceptivo, reflexivo e criativo. Ao longo dos três semestres da Formação Integrada esperamos que os alunos possam:

  • Desenvolver linguagem para perceber, abordar e atuar numa realidade complexa (multirreferencial e muldimensional);
  • Integrar a dimensão subjetiva e sensível como fonte de conhecimento;
  • Incorporar o diálogo como atitude de abordagem ética;
  • Reconhecer a complexidade da realidade e identificar seus diferentes níveis e perspectivas/paradigmas.

Projeto Referência: projetos voltados a desafios reais, onde conhecimentos de gestão possam ser ampliados e aplicados sob a ótica da sustentabilidade. Os semestres I e II terão um Projeto Referência diferente, o qual será proposto e selecionado pelo próprio grupo. De maneira geral, o tema do PR deve estar relacionado à dimensão trabalhada no semestre e oferecer uma entrega prática e aplicável. Por seu caráter altamente prático e experiencial, o PR oferece uma oportunidade singular para o grupo entrar em contato direto com situações complexas, que envolvem diversas realidades, atores e variáveis, e onde não há respostas óbvias e prontas. Ao final do semestre, a entrega do projeto é apreciada por convidados externos e avaliada pelo próprio grupo e pelos professores da disciplina, conforme critérios de avaliação detalhados abaixo. Por meio do PR, esperamos que os alunos possam:

  • Ampliar sua percepção sobre a realidade e suas relações, por meio do entendimento e da busca por soluções práticas a desafios reais da sustentabilidade;
  • Conectar os conceitos e ferramentas que estão na fronteira do conhecimento em Sustentabilidade com suas práticas de gestão;
  • Integrar conhecimentos dos diferentes temas da sustentabilidade e da gestão, com visão crítica e sistêmica.
  • Atuar como agentes de mudança e transformação rumo ao desenvolvimento sustentável.

SAIBA MAIS ACESSANDO NOSSOS VÍDEOS

SOBRE ESSE RELATÓRIO

Esse relatório tem como objetivo sistematizar os conhecimentos gerados pelos Projetos Referência dos grupos que passam pela Formação Integrada para Sustentabilidade no contexto do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade.

  • A cada turma do Mestrado, desenvolvemos de quarto a seis projetos por semestre.
  • Cada projeto é composto por uma equipe de alunos(as) que define seu próprio desafio, identidade e processo de trabalho (stakeholders chave a serem procurados, conteúdos a serem investigados, formato da entrega final, recursos necessários etc).
  • O percurso para este processo de trabalho é baseado na Teoria U: desenvolvida por Otto Scharmer e outros pesquisadores da área de Aprendizagem e Mudança Organizacional do MIT, “a Teoria U propõe que a qualidade dos resultados que obtemos em qualquer sistema social é consequência da qualidade de percepção e consciência a partir da qual operamos nestes sistemas.” (Presencing Institute) Trata-se de um framework; um método para liderar mudanças profundas; e uma maneira de ser – conectando aos aspectos mais autênticos e elevados do indivíduo.” Como processo, a Teoria U propõe três macro etapas: Observar, observar, observar ("descida do U"): investigar e compreender um sistema de dentro dele, interagir com os stakeholders chave, abrir-se à escuta, sentir; Retrair e refletir ("meio do U"): silenciar para conectar-se consigo mesmo e com sua fonte sensível de percepção e criatividade (Presencing); e Agir em um instante ("subida do U"): deixar emergir resultados inovadores colocando em prática as soluções possíveis - ainda que em forma de protótipos - e aprendendo com elas.

InoVerde

Fomento à Inovação para Sustentabilidade Ambiental

Turma 4 do MPGC - Linha de Sustentabilidade

Luciana Pacheco, Pedro Reis, Rodrigo Iglesias, Alexandre Lacerda, Andrea Teixeira e Lucas Silveira

PROJETO

Nosso projeto partiu de uma inquietação sobre as causas de não haver mais produtos e serviços ambientalmente sustentáveis* e inovadores disponíveis no Brasil, não só do ponto de vista do consumidor (B2C), mas também de produtos voltados para empresas (B2B) e para o governo (B2G). Produtos como bens de consumo biodegradáveis ou reusáveis, serviços de limpeza sem químicos, etc.

*que em sua produção e em todo ciclo de vida geram menos perdas, são recicláveis, mais duráveis, com menos substâncias prejudiciais ou tóxicas, cujo processo de produção consome menos energia e água, que emitem menos gases de efeito estufa...​

Imaginávamos, inicialmente, que isso pudesse estar relacionado com a dificuldade de empreender em sustentabilidade com foco em inovação. Pensávamos que nas incubadoras e nas empresas (ou na falta delas), poderia estar a chave do problema e, então, fomos investigar. Nosso objetivo, ao final, é entregar uma contribuição para a sociedade que indique como fomentar a inovação em sustentabilidade de forma eficiente e com impacto.

ENUNCIADO

O nome do nosso grupo inicialmente refletia nossa aspiração em criar uma “Incubadora” padrão, algo com uma “Silicon Valley” de sustentabilidade, daí “Green Valley”. Com o avanço de nossas pesquisas, percebemos que aquela aspiração inicial já não refletia mais nossas descobertas. Assim, resolvemos focar no essencial: estudar o processo de inovação para a sustentabilidade ambiental, em uma economia “verde”. Assim surgiu InoVerde, nome que passou a refletir nosso PR.

INOVAÇÃO PARA SUSTENTABILIDaDE

Alguns conceitos básicos: INOVAÇÃO

Inovação* = Ideia + Implementação + Resultados

*BARBIERI, José C. Organizações Brasileiras: estudos e casos brasileiros. São Paulo. FGV. Editora. 2004. Conforme apresentado por Barbieri (2004) no Fórum de Inovação da FGV/EAESP.

“Muitas pessoas ainda relacionam inovação com grandes invenções, achados científicos e tecnológicos que geram grandes impactos predominantemente técnicos, resultado de ideias criativas ou, ainda, como consequência de trabalhos desenvolvidos pelos departamentos técnicos e de pesquisa e desenvolvimento (P&D) das empresas (DRUCKER, 2002) ”.

A ideia certamente é o ponto de partida para uma inovação - em geral uma ideia emerge a partir de uma coleção de pensamentos obtidos por diferentes métodos. A ideia que prevalece é a mais factível, aquela que pode se tornar uma inovação. Mas, se a ideia não estiver imersa num plano de execução, não trará resultados e pouca validade terá - não ganha vida, talvez útil apenas para resguardar um direito de patente.

A inovação pode abrigar uma novidade para todo o mercado, ou, se já existente, pode ser uma inovação para uma empresa que ainda não a incorporou. Pode-se inovar não só em produtos (bens ou serviços), ou seja, a inovação tecnológica, mas também em processos, inovação organizacional e em modelos de negócio.

Para Schumpeter, o desenvolvimento se dá através da combinação de matérias e forças de forma diferente, o que quase sempre resulta numa inovação. Definido pela realização de novas combinações, há cinco casos para a ocorrência da inovação:

I. Introdução de um novo bem – ou seja, um bem com que os consumidores ainda não estiverem familiarizados – ou uma nova qualidade de um bem.

II. Introdução de um novo método de produção – ou seja, um método que ainda não tenha sido testado pela experiência.

III. Abertura de um novo mercado.

IV. Conquista de uma nova fonte de matérias primas.

V. Estabelecimento de uma nova organização de qualquer indústria.

Assim, passamos a perseguir inovação agregando o componente de sustentabilidade...

INCUBAÇÃO

Será que esse pintinho sai do ovo e vira uma galinha de verdade?

Incubar

Verbo

1. Transitivo Direto e Intransitivo

fazer chocar ou chocar (ovos), natural ou artificialmente: "uma chocadeira capaz de milhares de ovos"

2. Transitivo Indireto

manter (ovos, embriões, bactérias etc.) para germinar em incubadora, por período determinado e sob condições controladas (de temperatura e umidade como exemplos), favoráveis ao desenvolvimento e à eclosão.

Uma incubadora de empresas, ou apenas incubadora, é um projeto ou uma empresa que tem como objetivo a criação ou o desenvolvimento de pequenas empresas ou microempresas, apoiando-as nas primeiras etapas de suas vidas. Mas é preciso que elas cresçam e apareçam, mostrem resultados, só assim haverá real impacto.

Descobrimos que há diferentes tipos de incubadoras pelo Brasil, inclusive algumas dedicadas a projetos de sustentabilidade. Nossa investigação de inovação para a sustentabilidade avançou, portanto, para outro caminho...

Buscamos compreender o ambiente de inovação no Brasil que contribui para a sustentabilidade ambiental. Fizemos uma imersão em diferentes realidades de empresas e incubadoras que enfrentam os desafios de inovar para a sustentabilidade, que se centram no desenvolvimento das ideias em protótipos e, por fim, produtos e serviços. Visando ou não atender demandas do mercado e da sociedade, detectamos um vasto universo de produtos, serviços e brasileiros que vivem inovação para sustentabilidade todos os dias.

Nosso projeto, portanto, centrou-se em avaliar oportunidades para destacar inovação para sustentabilidade no mercado brasileiro

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados ao nosso trabalho - Dimensão Global:

“Nós não podemos evitar os desastres naturais, mas com nossos conhecimentos e tecnologias podemos proteger melhor nossa infraestrutura. Particularmente em tempos difíceis da economia, as cidades devem investir para minimizar os riscos e torná-los calculáveis. A infraestrutura resiliente não é uma opção, é uma necessidade. Com ela, consegue-se uma cidade mais bem protegida e, ao mesmo tempo, mais eficiente e confiável” - Roland Busch, CEO do setor de Infraestrutura e Cidades e membro do Conselho de Administração da Siemens .
Para o Brasil atingir as metas do ODS 9 até 2030, a ONU ressalta que “será essencial a liderança do governo para investir em infraestrutura sustentável com maior acesso para os grupos mais vulneráveis; criar as condições para o desenvolvimento industrial socialmente inclusivo e ambientalmente sustentável; e fomentar a pesquisa científica pública e privada que gere benefícios para todos e todas”.
“O governo brasileiro consome 15% do Produto Interno Bruto (PIB) anual em produtos e serviços, algo em torno de R$ 600 bilhões. Com esse volume de consumo, a administração pública vem percebendo que, ao adotar critérios de sustentabilidade em suas contratações, indiretamente, acaba induzindo mudanças no padrão de produção e consumo” - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).
“Há algum tempo a sustentabilidade passou a ser uma preocupação do consumidor, refletindo no comportamento do setor produtivo. Mas é fundamental ter políticas públicas que estimulem a produção verde, que premiem quem causa menor impacto ambiental e social. Nossa Constituição, mais do que recomenda, impõe ao Poder Público uma política de incentivos que onere mais aqueles que impactam negativamente o meio ambiente. O que temos, no país, são projetos pontuais, específicos para determinados setores. O preço do produto ou serviço verde se tornará mais atrativo para o consumidor e tornará a indústria mais competitiva”, Renault Castro, presidente executivo da Abralatas.

Investigação & Escuta

Questões e Inquietações Iniciais

  1. Existem incubadoras com foco em sustentabilidade no Brasil?
  2. Existe uma oferta de ideias tentando se tornar inovação?
  3. Há financiamento disponível?
  4. A legislação para inovação é boa?
  5. O processo de obtenção de patentes é um entrave?
  6. Por que as empresas da sustentabilidade não escalam?
  7. É necessário ter escala para causar impacto?

Fontes de investigação (stakeholders envolvidos, bibliografias, dados secundários etc) e Formas de coleta de dados (kick off, entrevistas, observações)

A nossa principal fonte de informação foram as visitas, conversas e entrevistas com pessoas envolvidas no assunto. Identificamos já para o kick off alguns stakeholders importantes que deveriam ser entrevistados. Falamos com empreendedores, diretores de incubadoras e professores, aos quais agradecemos imensamente.

KICK OFF com stakeholders (15 de março de 2019)

  • Guilherme Duarte – Empreendedor (Ibiré)
  • Sergio Risola – Diretor do CIETEC
  • José Ronaldo Pizani – Empreendedor (Tarkena, vendida para a B2W)
  • Luiz Carlos Di Serio – Professor da FGV (Inovação)
  • Fernando Beltrame – Empreendedor (Eccaplan)

Nesse processo de investigação e escuta, fizemos algumas descobertas:

  • Sustentabilidade ganhou força recente no Brasil - não mais que 5 anos com intensas descobertas no campo do empreendedorismo
  • Nível de sucesso de inovação ainda é muito baixo no Brasil: 2 a 3% (projetos com apoio do FINEP atingem 10% de sucesso, os quais possuem investimento em gestão)
  • Aversão a risco é muito alto no Brasil, permeando o sistema de inovação nacional
  • incubadoras com capacidade ociosa no Brasil em busca de boas ideias
  • Não faltam fontes de recursos para os empreendedores, mas há processos que dificultam o acesso ou a distribuição dos recursos
  • É essencial contar com infraestrutura de laboratórios para estudos, testes e desenvolvimento das ideias em inovação e, por isso, a importância das incubadoras
  • O mercado brasileiro ainda não está avançado o suficiente para a divulgação massiva e o estímulo à aquisição de inovações para a sustentabilidade
  • Produtos e Serviços resultantes de inovação para sustentabilidade ainda são excludentes no Brasil - não é para todos
  • Não há lei de incentivo de inovação para sustentabilidade no Brasil
  • Lei de Inovação não acolhe micro e pequenas empresas brasileiras
  • Poucas mulheres presentes no mundo da inovação (apenas uma mulher presente no Kick-Off do grupo)
  • Potencial instabilidade jurídica para negócios dependentes de investidores, pois, a saída deles pode limitar/fechar a empresa

ENTREVISTADOS

Visita à CIETEC
  • André Leal, Líder de Responsabilidade Social na Braskem, empreendedor com foco em sustentabilidade - 13/03/2019
  • Carolina Piccin, Matéria Lab – 02/04/2019
  • João Lobato, Conselheiro Técnico do Instituto Jatobás - 16/04/2019
  • Professor Mario Monzoni, Coordenador do GVCes – 03/05/2019
  • Professor Carlos Eduardo Frickmann Young, Instituto de Economia e do Núcleo de Ciências Ambientais da UFRJ – 15/05/2019
  • Professora Luciana Stocco Betiol, FGV/SP, especialista no tema de Consumo e Produção Sustentáveis, 04/06/2019

BIBLIOGRAFIA

  1. Capacidades Estatais comparadas: China e a Reforma do Sistema Nacional de Inovações, IPEA, Brasília 2015.
  2. Silveira et al., 2015. Análise do Sistema Nacional de Inovação no setor de energia na perspectiva das políticas públicas brasileira. Cadernos EBAPE.BR
  3. Lima et al. O Sistema Nacional de Inovação Brasileiro e os BRICS – Notas comparativas para discussão. UFMG.
  4. McKinsey. 2019. Brazil Digital Report.
  5. FGV- CES, 2012, Compra Sustentável.
  6. I Mapa de Negócios de Impacto Social e Ambiental - Edição 2017, Pipe Social.
  7. II Mapa de Negócios de Impacto Social e Ambiental - Edição 2019, Pipe Social.
  8. Propostas Empresariais de Políticas Públicas para uma Economia de Baixo Carbono no Brasil - Energia, Transportes e Agropecuária. FGV CES, Novembro de 2010.
  9. Propostas Empresariais de Políticas Públicas para uma Economia de Baixo Carbono no Brasil - Processos Industriais e Tratamento de Resíduos. FGV CES, Novembro de 2010.
  10. Bolsa Eletrônica de Compras do Estado de São Paulo (BEC/SP) - www.bec.sp.gov.br
  11. “De olho nas compras públicas”, Bolsa Eletrônica de Compras do Estado de São Paulo – Janeiro de 2019
  12. Feira Hospitalar (maior evento internacional de negócios do Brasil do setor de saúde) - www.hospitalar.com

Principais Aprendizados e Insights

Iceberg

A ferramenta de "Iceberg" nos ajudou a estruturar melhor nossos aprendizados e insights, nos preparando para a "Subida do U" que seguem listados a seguir.

Sumário dos Aprendizados

Nos deparamos com muitos dados e fatos via vasta pesquisa…

Ambiente de Negócios: De forma geral não é fácil fazer negócios no Brasil.

Inovação

  • O Brasil está atrasado em relação a outros países em inovação e geração de patentes.
  • Há pouca mobilidade no ranking das maiores empresas.
  • Falta robustez e continuidade nas políticas do Sistema Nacional de Inovação brasileiro.
  • Necessidades tecnológicas em constante evolução, demandando não apenas recursos para melhorias das inovações, mas também conhecimento, networking, acesso a laboratórios ou centros de pesquisa.

Legislação: O regime jurídico brasileiro das patentes para inovações em sustentabilidade ajuda, mas não é efetivo para a evolução de produtos/empresas

Recursos Financeiros

  • Não faltam recursos, mas há poucas informações disponíveis, falta de conhecimento por parte dos empreendedores mediante nomenclatura complexa do setor financeiro e, ainda, condições precárias para o acesso.
  • As empresas e startups de inovação em sustentabilidade não estão organizadas em associações, portanto, têm restrito acesso à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-Brasil, órgão vinculado ao governo federal que auxilia nas exportações de produtos e serviços do Brasil.
  • Apesar de venture capital estar crescendo no Brasil, ainda é pouco representativo em relação ao total de investimento, menor que em outros países. Além disso, se destina mais a negócios digitais quase nada à inovação em sustentabilidade, por “aversão a risco”. O problema de financiamento não está no desenvolvimento do produto (MVP) da empresa incubada, está em escalar a produção para o mercado.

Perfil das Start Ups

  • Ainda há poucas start ups de sustentabilidade no país, a maior concentração delas está em negócios digitais.
  • Há uma presença predominante de homens com perfil técnico nas empresas incubadas, o que segue o padrão vigente nas start ups.
  • Empreendedores são apegados ao produto que criaram, não têm visão de negócio e preferem estar em cadeias de valor de grandes empresas a vender sua ideia.
  • Falta de diversidade pode inibir a inovação.
  • Start ups no chamado “Vale da Morte” (PIPE Social 2017), período entre a ideação e a organização do negócio, não conseguem gerar negócios de impacto que atraiam investimentos para que se ganhe tração e escala.

O Governo gera demanda e incentiva a inovação

Há alguns "game changers" para a Sustentabilidade:

  • Regulação e incentivo
  • Mudança de perfil de consumo
  • Busca de eficiência operacional
  • Demanda de entidades públicas

Apostamos em compras do governo como forma de acelerar a demanda para start ups que produzam bens e serviços sustentáveis, incentivando a inovação, pelos seguintes motivos:

  • Consumidor não paga mais por produto sustentável, à exceção de nichos
  • Externalidades não computadas no preço dos produtos não sustentáveis tornam a competição desleal.
  • O mercado não puxa produtos de sustentabilidade em escala, a menos que seja incentivado.

Presencing: Retrair e Refletir

Sentimentos, sensações e insights individuais (depoimentos de cada membro do grupo narrando sua percepção nesta etapa do percurso)

Desenvolvimento do produto final: agir em um instante

Processos de Prototipagem

No processo final de subida do U, os processos de prototipagem auxiliaram o grupo a construir o produto final. Todas as experiências que vivemos contribuíram para minimizar nossos anseios de transformação do modelo que impera nos dias atuais.

A construção de um iceberg de modelos mentais e, depois, o desenvolvimento de um iceberg mental individual agregando todos os elementos observados pelos membros do grupo, o qual nós chamamos de eggberg, trouxeram evidências que não poderíamos negar: nosso objeto de trabalho, inovação para a sustentabilidade, demanda mais espaço no mercado para o ganho de escala necessária para viabilizar produtos e serviços mais acessíveis, seja no âmbito B2C, seja no B2B e, ainda, no B2G (Business-to-Government).

Chegamos ao DESAFIO DO MARSHMALLOW...

Nossa Torre de Macarrão ficou em pé com uma ajudinha da gravidade e um pedaço de barbante!
Uma Torre de Macarrão, muitas risadas e mais aprendizados!

E dessa experiência entendemos que procurávamos, a todo o momento, planejar, estudar e analisar, mas não visualizamos que o ideal era tentar o máximo possível para concretizar o objetivo. O PR foi desenvolvido ao longo de quatro meses, mas só ao fim da subida do U é que compreendemos que já tínhamos um bom protótipo em mãos e nosso produto estava a um passo de nós.

Com uma dose de ousadia e outra de coragem, além de nossa mente, coração e vontade abertos, chegamos ao nosso produto!

Integramos cabeça, coração e mãos!

Ambiente Legal para Compras Públicas Sustentáveis

Conheça alguns parâmetros legais e entenda as lacunas existentes no Brasil...

Benchmarking Internacional

Ao nos depararmos com o desafio de criar soluções para incentivo/incremento às inovações para a sustentabilidade, compreendemos que seria fundamental apresentar exemplos de sucesso de países que estão com essa agenda presente no cotidiano.

Estados Unidos

Governo Americano é o maior consumidor do país e um dos maiores do mundo.

Não há legislação específica que obrigue a compra de produtos sustentáveis por parte do Governo, entretanto, congresso, poder executivo, governos estaduais e agências criaram requisitos, políticas e exigências para dar suporte às compras sustentáveis.

Nos últimos anos, determinações do poder executivo exigiram que 95% de novos contratos do Governo Americano utilizassem produtos e serviços eficientes no uso de água e energia, que não prejudiquem o meio ambiente, que não esgotem o ozônio, que sejam recicláveis e não tóxicos (ou menos tóxicos).

O Governo realizou avaliação econômica do ciclo de vida dos gastos federais, com o objetivo de priorizar categorias de maior impacto ambiental.

A General Services Administration (GSA), agência responsável pela aquisição de produtos e serviços para o Governo Americano, em 2011 as categorias que tiveram o menor impacto ambiental foram: fabricação de aeronaves, gerenciamento de resíduos e serviços de remediação, pesquisa científica e serviços de desenvolvimento, conserva de frutas e vegetais e geração e fornecimento de energia.

Existe monitoramento constante por categorias de todas as compras do Governo Americano pela GSA a fim de avaliar a evolução do impacto efetivo das compras sustentáveis.

Japão

O país estabeleceu marco regulatório para compras sustentáveis do Governo em 2000 com o objetivo de promover as compras mais ecológicas, fornecendo informação sobre bens e serviços para reduzir os impactos ambientais e gerar demandas por produtos sustentáveis.

Em 2007, o Japão fez um aditivo na lei, focada na redução de gases de efeito estufa, com a obrigatoriedade de compras sustentáveis para cinco categorias: energia elétrica, automóveis, navios e embarcações, empresas de serviços de energia, e edifícios.

Os governos locais foram obrigados a criar políticas locais e reportar os resultados anualmente mediante a nova lei.

Para guiar o trabalho em todo o país, foi criada uma política que incluía a metodologia de avaliação anual, critérios para promoção das compras sustentáveis e um guia com 246 itens em 19 categorias de produtos e serviços.

A partir de 2007, todos os ministérios do Governo, 47 governos provisórios, 12 cidades predefinidas e 68% das 700 cidades que praticam compras verdes são obrigadas a cumprir e, cumulativamente, 95% de todos os produtos adquiridos nas categorias designadas devem ser sustentáveis.

Chile

O país estabeleceu como meta que 15% das compras do Governo deveriam atender a critérios sustentáveis até o final de 2012.

A lei de compras estimula (não obriga) a aquisição de itens “eficientes” e orienta a preferência por produtos sustentáveis, especialmente em alguns setores como energia.

Como parte da lei, existe uma política que demonstra que as compras sustentáveis, incluindo ciclo de vida do produto, podem gerar uma economia para o país no futuro.

Para implementar a lei, o Governo deu treinamentos, integrou rótulos ecológicos em produtos, e compartilhou informações por meio de sua plataforma online de compras públicas.

Em 2011, cerca de 29% dos fornecedores cadastrados na plataforma online de compras públicas receberam a mais alta pontuação ambiental e social.

Em 2012, 58% de produtos, serviços e empresas listados na plataforma online receberam “selos sustentáveis”.

O país prioriza a capacitação de micro, pequenos e médios fornecedores.

As compras sustentáveis são vistas pelo Chile no contexto do livre comércio, mas regulamentos ambientais são sempre considerados.

União Europeia

Em 2008, a União Europeia estabeleceu a meta de que, até 2010, 50% de todas as compras públicas deveriam ser verdes para dez produtos e serviços prioritários, mas a meta não foi atingida.

Os setores foram: construção, alimentação e catering, transporte, energia, máquinas de escritórios e computadores, roupas, uniformes e outros tecidos, papel e impressão, móveis, produtos e serviços de limpeza, e, equipamentos de saúde.

A União Europeia criou critérios comuns para compras públicas com objetivo estimular novos mercados sustentáveis, desenvolver tecnologias ambientais e reduzir encargos administrativos.

A comissão da União Europeia desenvolveu diretrizes para compras sustentáveis intitulado “Manual de Compras Verdes”.

A aceitação dos critérios estabelecidos pela União Europeia varia significativamente entre países da Europa. Os quatro países com melhor desempenho são: Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e Suécia. Nestes países todos os critérios foram aplicados de 40% a 60% dos casos.

Produto Final

Produzimos um documento-base que contribuirá para o fomento da inovação para sustentabilidade no âmbito das compras públicas sustentáveis.

Desejamos conectar os pontos e promover as conexões necessárias de estímulo entre inovações sustentáveis e poder público.

Muito além, para maior assertividade junto aos agentes públicos, segue uma síntese de nossas pesquisas, descobertas e recomendações...

Encerramos todos os trabalhos na manhã do sábado, dia 15 de junho de 2019 com a apresentação a profissionais envolvidos com a temática central do PR.

Agradecemos pela presença e participação de todos envolvidos com o nosso projeto. Muito obrigado por compartilharem suas experiências e informações!

Credits:

Criado com imagens de geralt - "chemist laboratory periodic system" • peteranta - "waters ice iceberg"

Report Abuse

If you feel that this video content violates the Adobe Terms of Use, you may report this content by filling out this quick form.

To report a copyright violation, please follow the DMCA section in the Terms of Use.