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SEMANA DA INOVAÇÃO APONTA RUMOS PARA GESTÃO NO SETOR PÚBLICO

A “Semana da Inovação” vem se firmando como grande referência para o ecossistema de inovação do setor público. Reunindo pessoas e experiências para apresentar o que de mais avançado existe em práticas e teorias ligadas à transformação dos serviços e da cultura organizacional, a Semana vem crescendo a cada ano. E o mais importante disso tudo: o Senado Federal faz parte desta história com a participação do Núcleo de Apoio à Inovação (Nainova).

Henrique Porath, facilitador do Nainova, conta que, pela segunda vez, o evento foi realizado em formato totalmente online, entre os dias 9 e 12 de novembro de 2021.

— Isto tem facilitado a participação de grandes personalidades internacionais, proporcionando um rico espaço de troca de experiências, práticas e discussões teóricas. O mote deste ano foi #OusarTransformar.

Nomes conhecidos como o psicólogo norte-americano Steven Pinker, a economista italiana Mariana Mazzucato e a jornalista norte-americana Anne Applebaum, passaram pelo palco principal, oferecendo palestras e discussões teóricas sobre a tomada de decisões, o papel do Estado e os dilemas da política na contemporaneidade, entre outros. Isso ao lado de outros 30 convidados, 360 horas de atividades e 50 horas de conteúdos gravados.

Acompanhe um vídeo com a abertura da “Semana da Inovação”

A equipe do Nainova tem participado da Semana desde 2017, quando ainda foi realizada presencialmente na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) em Brasília. Desde então, tem acompanhado seu progresso, aumentando em programação, duração e público.

— É um momento em que todo o ecossistema de inovação se mobiliza para encontrar-se, saber o que está sendo feito, capturar insights e mostrar os diferentes caminhos que vêm sendo trilhados. Desta maneira, contribui para que as equipes que vivem a cultura de inovação desenvolvam estratégias e propostas afinadas com o desenvolvimento tecnológico, social e organizacional, afirma Henrique Porath.

O Nainova ofereceu uma oficina na programação elaborada pela equipe do Nainova e conduzida por Daniel Pandino e Daniel Teixeira.

Pandino afirma que o workshop convidou pessoas que trabalhem com inovação em suas instituições para trocar experiências. A atividade prevista para 20 pessoas, acabou recebendo mais de 30, no momentos de maior acesso.

— Demos um título provocativo para prontamente desmistificá-lo. O nome era “Como fazer Inovação em Instituições Resistentes a Transformação. Porque durante as discussões, os participantes entenderam que sempre existem pessoas, áreas e projetos apoiando a inovação em seus locais de trabalho. Aproveitamos a oficina para apresentar nossas dinâmicas de acompanhamento de trabalho dentro do Nainova, com reuniões a cada duas semanas, para saber se estamos alcançando os resultados chave.

Resultados-Chave na Gestão Estratégica do Senado

Um ato conjunto da Secretaria-Geral da Mesa (SGM) e da Diretoria-Geral do Senado Federal (DGer) ASD 1/2021, publicado em novembro, define os resultados-chaves e os indicadores de desempenho para a gestão do próximo biênio (2021-2023).

Os resultados-chaves respondem às necessidades primordiais do Senado e conversam com os objetivos estratégicos da Casa, válidos de 2015 a 2023, conforme ATC 5/2015. O diagnóstico para formulação de cada um deles envolveu todas as áreas do Senado, o processo foi conduzido pela Diretoria-Executiva de Gestão (Direg) e pelo Escritório Corporativo de Governança e Gestão Estratégica (EGOV). Marcio Tancredi, diretor-executivo de gestão, valorizou o aspecto colaborativo do trabalho.

O resultado a gente vocaliza na DGer, mas quem alcança são todas as áreas do Senado. São essas unidades os atores que fazem a estratégia do Senado se concretizar — enfatiza.

De acordo com Daniel Teixeira o workshop oferecido pelo Nainova teve duração de duas horas e focou em como “a cultura e os valores da instituição conversam com nossos planejamentos”. Daniel afirmou que as pessoas e instituições, de forma geral, são resistentes a mudanças, algo que pode ocorrer em algum momento, inclusive em grandes corporações tecnológicas, exemplo do Google.

— A oficina se debruçou sobre os valores atuais da instituição, olhar como as pessoas se comportam, observar como respondemos as mudanças no nosso dia a dia, levando isto em consideração para o nosso planejamento.

Daniel Teixeira afirma que trocando experiências, os participantes puderam ver diversos pontos em comuns, desafios enfrentados por cada um em sua instituição de origem. Ao final do workshop, todos foram incentivados a buscar uma estratégia coerente frente ao cenário descrito durante os debates.

Qual o modelo de inovação ideal e que gere resultados inovadores por consequência.

A equipe do Nainova levou para a “Semana da Inovação” o modelo OKR(Objective and Key Results). Trata-se, segundo Teixeira, de um modelo de planejamento estratégico com metodologia ágil. Ele descreve o OKR como uma ferramenta que dá clareza e torna os resultados tangíveis. Alguns setores e projetos da Casa já utilizam este modelo, exemplo do próprio Nainova e do “Plano de Equidade de Gênero e Raça”.

Eu acho que o ponto alto, o dado mais interessante e relevante que levantamos, foi discutir a estratégia que está sendo tratada e a cultura real que existe dentro de cada instituição. Nosso alerta principal é para não montarmos um planejamento “utópico”. Temos que conectar nossa estratégia ao comportamento das pessoas, levando em conta a estrutura, a cultura e os valores enraizados nas instituições.

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