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Sustentabilidade & Midias sociais Junho 2020

FORMAÇÃO INTEGRADA PARA SUSTENTABILIDADE

MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO PARA COMPETITIVIDADE . LINHA DE SUSTENTABILIDADE

MISSÃO . criar condições para fazer emergir um sujeito consciente e engajado consigo mesmo, na relação com os outros e com o todo, com sensibilidade, inteligência prática e fundamentação teórica em sustentabilidade.

Como a Formação Integrada funciona na prática?

Compreendemos que aprender é uma capacidade intrínseca e constantemente presente em nossa vida. Estamos sempre, como aprendentes, nos desenvolvendo, em constante processo de produção de nós mesmos num processo que se dá de maneira integrada: pelo o que nos acontece de fora para dentro, e pelo que percebemos, sentimos e compreendemos de dentro para fora. Desta forma, buscamos combinar conteúdos e atividades que promovam:

  • Espaços para o processo pessoal de produção de sentidos de cada sujeito (autoformação), para troca e aprendizagem pelas relações do grupo (heteroformação) e para aprendizagem pelo contato com o ambiente e o conjunto de relações complexas que nele acontecem (ecoformação).
  • Condições para a vivência e a expressão do conhecimento por meio não apenas de conceitos e teorias (razão formal), mas também por meio de projetos aplicados, viagens de campo e outras experiências práticas (razão experiencial) e atividades de cunho corporal, artístico, reflexivo e contemplativo (razão sensível).

Nosso processo estrutura-se ao redor de dois eixos:

Projeto de Si Mesmo: atividades, vivências e conceitos que buscam provocar nos alunos uma percepção ampliada de si mesmos, dos outros e da realidade, ativando, expandindo e contribuindo com a apropriação do seu potencial sensível/perceptivo, reflexivo e criativo. Ao longo dos três semestres da Formação Integrada esperamos que os alunos possam:

  • Desenvolver linguagem para perceber, abordar e atuar numa realidade complexa (multirreferencial e muldimensional);
  • Integrar a dimensão subjetiva e sensível como fonte de conhecimento;
  • Incorporar o diálogo como atitude de abordagem ética;
  • Reconhecer a complexidade da realidade e identificar seus diferentes níveis e perspectivas/paradigmas.

Projeto Referência: projetos voltados a desafios reais, onde conhecimentos de gestão possam ser ampliados e aplicados sob a ótica da sustentabilidade. Os semestres I e II terão um Projeto Referência diferente, o qual será proposto e selecionado pelo próprio grupo. De maneira geral, o tema do PR deve estar relacionado à dimensão trabalhada no semestre e oferecer uma entrega prática e aplicável. Por seu caráter altamente prático e experiencial, o PR oferece uma oportunidade singular para o grupo entrar em contato direto com situações complexas, que envolvem diversas realidades, atores e variáveis, e onde não há respostas óbvias e prontas. Ao final do semestre, a entrega do projeto é apreciada por convidados externos e avaliada pelo próprio grupo e pelos professores da disciplina, conforme critérios de avaliação detalhados abaixo. Por meio do PR, esperamos que os alunos possam:

  • Ampliar sua percepção sobre a realidade e suas relações, por meio do entendimento e da busca por soluções práticas a desafios reais da sustentabilidade;
  • Conectar os conceitos e ferramentas que estão na fronteira do conhecimento em Sustentabilidade com suas práticas de gestão;
  • Integrar conhecimentos dos diferentes temas da sustentabilidade e da gestão, com visão crítica e sistêmica.
  • Atuar como agentes de mudança e transformação rumo ao desenvolvimento sustentável.

SAIBA MAIS ACESSANDO NOSSOS VÍDEOS

SOBRE ESSE RELATÓRIO

Esse relatório tem como objetivo sistematizar os conhecimentos gerados pelos Projetos Referência dos grupos que passam pela Formação Integrada para Sustentabilidade no contexto do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade.

  • A cada turma do Mestrado, desenvolvemos de quarto a seis projetos por semestre.
  • Cada projeto é composto por uma equipe de alunos(as) que define seu próprio desafio, identidade e processo de trabalho (stakeholders chave a serem procurados, conteúdos a serem investigados, formato da entrega final, recursos necessários etc).
  • O percurso para este processo de trabalho é baseado na Teoria U: desenvolvida por Otto Scharmer e outros pesquisadores da área de Aprendizagem e Mudança Organizacional do MIT, “a Teoria U propõe que a qualidade dos resultados que obtemos em qualquer sistema social é consequência da qualidade de percepção e consciência a partir da qual operamos nestes sistemas.” (Presencing Institute) Trata-se de um framework; um método para liderar mudanças profundas; e uma maneira de ser – conectando aos aspectos mais autênticos e elevados do indivíduo.” Como processo, a Teoria U propõe três macro etapas: Observar, observar, observar ("descida do U"): investigar e compreender um sistema de dentro dele, interagir com os stakeholders chave, abrir-se à escuta, sentir; Retrair e refletir ("meio do U"): silenciar para conectar-se consigo mesmo e com sua fonte sensível de percepção e criatividade (Presencing); e Agir em um instante ("subida do U"): deixar emergir resultados inovadores colocando em prática as soluções possíveis - ainda que em forma de protótipos - e aprendendo com elas.

Grupo Kairós

Mariana Gonçalves, Sofia Benedicto, Taciano Custódio, Rômulo Pinheiro

Enunciado

investigação e escuta

Questões e inquietações iniciais

Nossa inquietação surgiu de uma série de observações sobre os efeitos das nossas vidas mais conectadas: ânsia de consumir entretenimento fácil e rápido, atenção distraída, ansiedade crescente, vício pelas telas e notificações e as consequências disso na política polarizada e nas opiniões extremas. Sintetizamos nossa inquietação na seguinte pergunta:

Nesse mundo de atenção fragmentada e gratificação instantânea, como podemos comunicar efetivamente a complexidade do tema sustentabilidade?

Nossa jornada começou com essa missão de compreender como as mídias sociais podem ser usadas para promover sustentabilidade. A pandemia e a quarentena se tornaram uma oportunidade de ampliar essa investigação.

As perguntas que levamos aos nossos stakeholders durante as sessões de kickoff foram:

  • Quais elementos mais importantes para uma construção de diálogo/comunicação efetiva nas mídias sociais (especificamente Instagram, YouTube, Facebook, Twitter, LinkedIn)?
  • Quais os principais desafios de comunicar sustentabilidade através das mídias sociais? O que funciona e o que não funciona?
  • O que mudou na forma que você usa as mídias sociais nesse momento de quarentena?
  • O que podemos observar nas mídias sociais durante essas semanas de quarentena sobre os temas de sustentabilidade? Quais os temas parecem reverberar mais intensamente com as nossas redes? Por quais motivos isso acontece? Quais mudanças já vemos acontecendo referente à forma das pessoas falarem sobre sustentabilidade?

Fontes de investigação (stakeholders envolvidos, bibliografias, dados secundários etc) e Formas de coleta de dados (kick off, entrevistas, observações)

Coleta de Dados: Kick off

Nosso processo de kick-off aconteceu virtualmente, entre 18 e 23/04. Tivemos conversas individuais com cada convidado, por vídeo conferência com aproximadamente 1 hora de duração. As pessoas acessadas durante o kick-off foram:

Pessoas acessadas durante kick-off

Coleta de Dados: Pesquisa

Fizemos uma pesquisa de opinião com 14 perguntas para um público geral. A pesquisa obteve resposta de 209 participantes. Mencionamos abaixo as perguntas, consideradas como as mais relevantes para o objetivo deste trabalho, bem como as demonstrações percebidas na avaliação das respostas dos participantes:

Principais aprendizados e insights

Percepções a partir da pesquisa de opinião: Independente da diversidade verificada no público participante da pesquisa, notamos uma utilização ampla do Instagram e Youtube, e uma busca considerável, apesar de não ser predominante, por conteúdo em perfis além dos perfis pertencentes ao vinculo social do indivíduo ou canais de credibilidade como agências de notícias. A necessidade do convívio social notada nos respondentes justifica o uso de redes para um preenchimento desta sociabilização, mesmo que de modo parcial. A busca por conteúdos como “arte e entretenimento” superior a busca sobre o COVID-19 em momento de grande isolamento demonstram o interesse do público em visualizar conteúdos mais positivos

Considerando as percepções obtidas na análise de dados primários da pesquisa pública, somado à etapa de entrevistas com profissionais do meio de comunicação e influencers do mundo digital, o grupo consolidou aprendizados que permitiram apoiar no desenvolvimento de nosso produto, representados nas imagens a seguir.

Insights adquiridos durante fase de escuta inicial. Conteúdo detalhado apresentado no mini-guia de comunicação em redes sociais

Presencing: retrair e refletir

Sentimentos, sensações e insights individuais (depoimentos de cada membro do grupo narrando sua percepção nesta etapa do percurso)

Desenvolvimento do produto final: agir em um instante

Processos de prototipagem

Considerando a preferência atual do público constatada em pesquisa geral e a possibilidade de interação, engajamento e foco das redes sociais, entendemos que a forma mais eficaz de divulgar um conteúdo benéfico e útil relativo à sustentabilidade em mídias demandava a criação de um perfil no Instagram. Porém, a criação de conteúdo demandava autenticidade, legitimidade e credibilidade, o que requeria um conteúdo de qualidade. Em adição, havia um desejo do grupo em criar um conteúdo útil e constante com o qual um público diverso se identificasse, possibilitando amplitude e permanência. Entendemos, portanto que os Projetos Referência elaborados e a serem elaborados na Disciplina de Formação Integrada tinham as características necessárias para atingir estes objetivos abrangendo um processo rico de aprendizado, vivências e resultados muito enriquecedores. Sua divulgação de forma engajadora poderia promover os resultados e trazer maior interação dos alunos e docentes com Stakeholders e sua geração constante permitirá longevidade e maturidade ao perfil.

Cabe salientar que é preferível um crescimento paulatino ao invés de “forçar” um crescimento rápido com postagens impensadas, no intuito de buscar qualidade, interação, co-criação e engajamento de um público comprometido. O perfil deve refletir os aprendizados da disciplina de Formação Integrada por parte dos alunos, promover a interação entre alunos, docentes e stakeholders e demonstrar ações benéficas e úteis para a sociedade.

A partir dessa intenção, propusemos a seguinte descrição para o perfil

Descrição/Manifesto: Somos uma comunidade de agentes de mudança, buscando soluções práticas para desafios reais. Criamos esse espaço para promover diálogos transversais sobre temas importantes para a construção do futuro que aspiramos. Aqui compartilhamos conhecimento e histórias de impacto positivo no contexto dos aprendizados da jornada de formação integrada para sustentabilidade.

Lançamos uma pesquisa com a comunidade do mestrado para escolha do nome: @sersinapse @colmeia_integrada @nos.atravessa

Pesquisa com a comunidade do mestrado para definição do nome do canal.

Produto Final

CORES E LAYOUT. É interessante que o perfil contenha, além do conteúdo, aspectos visuais que demonstrem pontos de sua identidade. Considerando que os Projetos seriam criados por alunos de um curso de mestrado da FGV, identificamos que as cores Azuis e Brancas caracterizariam o elo que existe entre os criadores de conteúdo e a instituição. No entanto, pesquisando sobre “psicologia de cores” entendemos que o Azul pode passar, por exemplo, seriedade, profissionalismo, harmonia ou tranquilidade, mas pode também prover um aspecto frio que talvez iniba engajamento e interação, dependendo do modo como é disposto.

Deste modo, fez necessária a inclusão de cores mais quentes como o laranja ou amarelo em pontos chave do perfil ou de imagens postadas em ordem aleatória.

Considerando a importância de certa consistência para evitar “confusão visual” consideramos um layout simples de cores e filtro. Todos os posts no Feed apresentam a cor azul (mesmo que em tons diferentes). Um mesmo filtro foi utilizado na elaboração de fotos (neste caso o Crema).

Também buscamos uma aparência mais fluída em layout, alternando o uso de imagens com perguntas ou frases motivadoras que tenham relação com o PR, alternando com fotos que reflitam o caminho e por fim o produto e resultado inicial. Esse layout segue uma ordem vertical. Estimamos ser necessário pelo menos de 3 a 6 postagens por PR no feed para abranger uma trajetória razoável contemplando inquietação, cena do problema ou público, produto e resultado.

mini-guia de estratégias de comunicação via Instagram
mini-guia de estratégias de comunicação via Instagram

Feedbacks stakeholders sobre produto:

Acerto em promover conteúdo sobre sustentabilidade a partir das construções dos PRs: muitas possibilidades, conexões com ações implementadas, desdobramentos...
Repensar sobre cor e identidade visual, considerando atratividade para público mais jovem e de fora da FGV
Escolha da mídia social foi acertada como uma forma de atingir público mais amplo. Importante considerar links que disponibilizem mais profundidade dos conteúdos. Link com a página da FGV com os relatórios completos dos PRs. Lives podem ser boa opção também
Importante considerar proposta de governança para manter perfil vivo e ativo.
Expectativa de ser um espaço para compartilhar os desdobramentos de PRs passados
Nome do canal representa bem a essência da experiência da formação integrada e ressoou forte na comunidade. Nome poderoso.

Oportunidades verificadas durante a trajetória na busca por um produto, porém não exploradas:

  • Possibilidade de usar a gameficação como forma de facilitar experimentar realidades diferentes;
  • Formas de engajar formadores de opinião (que transitem entre mídias tradicionais e digitais) a promover conteúdos educativos sobre sustentabilidade
  • Propor campanhas nas redes sociais para apoiar uma mudança de cultura
  • “Não existe mercado para anúncios em veículos de sustentabilidade” (maior escrutínio público, maior risco para anunciante e para veículo/influencer)
  • Falta de Assessoria especializada em Sustentabilidade para direcionamento a “influencers” ou empresas que se dediquem a promover ações de sustentabilidade em redes sociais

Aquilo que nos toca, nos sensibiliza, nos revela humanos e nos atravessa.

Credits:

Design criado Canva