Em 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, o Senado realizou uma sessão especial para a entrega do Prêmio Bertha Lutz 2023. O evento foi aberto ao som de uma orquestra formada somente por mulheres. As agraciadas com o prêmio celebraram o legado de Berta. Ilana Trombka afirmou que ela provou “que podemos sonhar o que quisermos e hoje sonhamos com a equidade, a paridade e a igualdade”. Ela também destacou que hoje o Senado tem a maior bancada feminina da história, com 15 parlamentares.
Já Ilona Szabó afirmou que 65 por cento dos feminicídios na América Latina ocorrem no Brasil. A informação está na plataforma EVA do Instituto Igarapé. Segundo ela, a organização é voltada para a prevenção e eliminação da violência contra a mulher.
Em seu discurso, a senadora Augusta Brito disse que a mulher é alvo de profundos julgamentos ao assumir uma cadeira no parlamento. “Estamos aqui para provar que somos capazes do jeito que nós somos”. Já a senadora Leila Barros chegou a se emocionar ao afirmar que é vítima de violência política e desrespeito, assim como outras mulheres, dentro e fora do parlamento.
Durante a sessão especial, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a sociedade tem o desafio de combater o aumento do feminicídio e de outras formas de violência generalizada e estrutural contra mulheres. Ele ressaltou também o papel precursor da cientista e ativista Bertha Lutz na luta feminina.
— Lutz foi uma das poucas mulheres a participar da elaboração da Carta da Organização das Nações Unidas, em 1945. Em evento dominado por homens, a brasileira liderou a luta para que os direitos das mulheres estivessem contemplados. Foi graças à sua luta que se garantiu a igualdade na participação de homens e mulheres nos diversos órgãos da ONU — reconheceu.
Conheça no vídeo a seguir um pouco da história de Bertha Lutz.