Loading

Mulheres Poderosas e Homenageadas Premio bERTha lUTZ RECONHECE LUTA FEMININA EM DIVERSOS SETORES da sociedade

As agraciadas pelo prêmio Bertha Lutz em 2023. Da esquerda para a direita, a jornalista Glória Maria (in memorian), a figura histórica Clara Camarão (líder indígena da etnia potiguara que lutou contra as invasões holandesas em Pernambuco no século XVII), Nilza Zacarias, da Frente Nacional de Evangélicos pelo Estado de Direito, a diretora geral do Senado Ilana Trombka, a ministra do STF Rosa Weber, a socióloga e primeira-dama Rosangela da Silva e a cientista política Ilona Szabó.

Em 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, o Senado realizou uma sessão especial para a entrega do Prêmio Bertha Lutz 2023. O evento foi aberto ao som de uma orquestra formada somente por mulheres. As agraciadas com o prêmio celebraram o legado de Berta. Ilana Trombka afirmou que ela provou “que podemos sonhar o que quisermos e hoje sonhamos com a equidade, a paridade e a igualdade”. Ela também destacou que hoje o Senado tem a maior bancada feminina da história, com 15 parlamentares.

Já Ilona Szabó afirmou que 65 por cento dos feminicídios na América Latina ocorrem no Brasil. A informação está na plataforma EVA do Instituto Igarapé. Segundo ela, a organização é voltada para a prevenção e eliminação da violência contra a mulher.

Em seu discurso, a senadora Augusta Brito disse que a mulher é alvo de profundos julgamentos ao assumir uma cadeira no parlamento. “Estamos aqui para provar que somos capazes do jeito que nós somos”. Já a senadora Leila Barros chegou a se emocionar ao afirmar que é vítima de violência política e desrespeito, assim como outras mulheres, dentro e fora do parlamento.

Senadoras Leila Barros(PDT/DF) e Augusta Brito(PT/RN)

Durante a sessão especial, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que a sociedade tem o desafio de combater o aumento do feminicídio e de outras formas de violência generalizada e estrutural contra mulheres. Ele ressaltou também o papel precursor da cientista e ativista Bertha Lutz na luta feminina.

Lutz foi uma das poucas mulheres a participar da elaboração da Carta da Organização das Nações Unidas, em 1945. Em evento dominado por homens, a brasileira liderou a luta para que os direitos das mulheres estivessem contemplados. Foi graças à sua luta que se garantiu a igualdade na participação de homens e mulheres nos diversos órgãos da ONU — reconheceu.

Bertha Lutz - inspiração e exemplo para as mulheres de hoje

Conheça no vídeo a seguir um pouco da história de Bertha Lutz.