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Segurança na Rede Círculo de conversação ajuda colaboradores do senado a evitarem ataques cibernéticos

O Senado vem investindo em educação cibernética. Mesmo lidando diariamente com a tecnologia, a maioria dos usuários não dispõem de conhecimento suficiente para evitar os perigos da rede. E o Brasil é um dos países mais vulneráveis do mundo quando falamos de segurança da informação. Estudo realizado em 2022 pela consultoria norte-americana Oliver Wiman, colocou o país na posição de número 42 entre 50 países pesquisados. A informação foi divulgada na Febraban Tech, maior evento de inovação e tecnologia do setor financeiro ocorrido em agosto do ano passado.

O círculo de conversação “Segurança da Informação do Senado: estruturas organizacionais, normativos, boas práticas e conscientização”, reuniu colaboradores da Casa em fevereiro para discutir o tema em formato online. O palestrante foi André Luiz Molina, mestre em segurança cibernética e especialista em criptografia. Ele é membro do Comitê de Segurança da Informação do Senado - CSI.

André Luiz Molina, do Comitê de Segurança da Informação do Senado

André acredita que o Senado está muito próximo de obter uma evolução significativa em termos de segurança cibernética. Isso decorre da recente criação do Núcleo de Segurança da Informação em Tecnologia da Informação (NSITI) a partir do Ato do Presidente nº 22 de 2022. Embora o NSITI já estivesse previsto na Política Corporativa de Segurança da Informação (ATC 9/2017), formalmente a área ainda não havia sido criada.

E o que isso significa? Que agora teremos uma área no Senado dedicada integralmente às questões de segurança cibernética.

Segundo ele, a Casa deve avançar bastante na coordenação de ações de segurança entre as diversas áreas do Senado, integrando ações em comum, melhorando outras mais sensíveis, além de capacitar nossos colaboradores sobre o tema.

Na opinião de André Molina falta uma cultura de segurança cibernética no Brasil. Na avaliação dele isso ocorre em todos os níveis. Muitas vezes, somente depois de um incidente cibernético as pessoas correm atrás de melhorar seu conhecimento sobre o tema.

Acredito que precisamos inovar cada vez mais nessa temática, pois aparentemente seguir a moda antiga - literalmente ter um batalhão de pessoas trabalhando com segurança - pode não ser muito promissor, haja vista a grande quantidade de ataques cibernéticos em organizações que reconhecidamente alocam muitos recursos para a segurança cibernética. Assim, acredito que a inteligência artificial possa ser um caminho promissor para endereçar o problema de forma mais adequada no médio prazo.

André finaliza reconhecendo que corremos cada vez mais perigo.

A quantidade de ataques cibernéticos, golpes, prejuízos, etc, só aumenta, ano após ano. Por isso, estar consciente e preparado é o melhor caminho.

Davi Soares, foi um dos participantes do evento e elogiou a iniciativa do Senado.

Davi Pinto Soares, analista de informática legislativa

— O círculo de conversação contribui bastante com a conscientização acerca da responsabilidade de todos com a segurança da informação. Todos os dias tratamos informações com variados níveis de valor, sensibilidade e criticidade e conhecer os pilares da segurança da informação (confidencialidade, integridade, disponibilidade e autenticidade) nos possibilita, tanto na vida profissional quanto pessoal, ter a prudência necessária em nossas tratativas de dados e informações durante o nosso dia dia.

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