2021 foi um ano de evidência para Argemiro de Figueiredo Neto, também conhecido como Jimi, do Serviço de Multiprogramação (SERMPR) da TV Senado. Ele recebeu o prêmio de melhor direção na Mostra Brasília, no 54º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, pelo seu longa de ficção Noctiluzes. No mesmo evento, o documentário Quem me Representa da TV Senado, dirigido por ele, foi contemplado pelo Prêmio TAL, que engloba inscritos de toda a América Latina.
Jimi possui uma carreira consolidada como cineasta e documentarista. Já trabalhava com cinema quando entrou para o Senado em 2009. Trouxe sua experiência de mais de 20 anos para a Casa e continuou exercendo sua paixão em produtos que realizou para a TV Senado. Iniciou-se em cinema ainda na década de 1980, realizando curtas-metragens em super-8. Seu primeiro filme em 35mm foi Superfície, feito em 2004. Participou de diversos festivais de cinema, tais como Huesca, Berlim, Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Viña del Mar.
Foto: Arquivo Pessoal de Jimi Figueiredo
A Menina de Sessenta, outro documentário que dirigiu para a TV Senado, foi o único filme brasileiro selecionado para o Festival Urban Visions - Architecture and the Future of Cities, que aconteceu na Expo Dubai durante todo o mês de março de 2022. Jimi Figueiredo é paraibano, chegou em Brasília, aos 7 anos de idade, no ano de 1967, mas se considera brasiliense pois cresceu junto com a capital. Quando a cidade completou 60 anos, em 2020, ganhou da TV Senado o documentário de presente, lastreado nas experiências e relações do diretor com a cidade. A produção chegou a ser finalista do prêmio.
Já Quem me representa é um documentário especial produzido pela TV Senado, em comemoração a seus 25 anos, a partir de uma exposição do fotógrafo Alexandre Magno. Jimi conta que o filme aborda a representação política de parte da sociedade que costuma ser excluída do processo democrático, como negros, mulheres e a população LBGTQI+. Contou com produção de Renata Gonzaga, captação de Ricardo Movits. Jimi faz algumas reflexões sobre o trabalho.
— Nos 400 primeiros anos de história do Brasil somente uma elite poderia votar. Bem mais tarde o processo começou a ser estendido aos mais pobres. O foco do documentário são as minorias. É bacana por causa disso. “Quem me representa” é um relato histórico do que aconteceu em termos de representatividade política no Brasil.
No Festival de Brasília a produção venceu na categoria especial Democracia: TV Legislativa - Documentário do Prêmio Televisión América Latina (TAL), que abarcou obras de todos os países latino-americanos.
A ficção Noctiluzes, por sua vez, acompanha um homem cego que recebe a visita de dois desconhecidos em um píer onde se estabalece um conflito. As discussões aumentam conforme eles começam a compartilhar histórias absurdas. O enredo é baseado em um texto do dramaturgo argentino Santiago Serrano.
— Filmamos antes da pandemia, tivemos problemas financeiros, não conseguimos finalizar naquela época. O filme trata de temas como racismo e depressão, mas de maneira muito positiva. Começamos a colocar ele em festivais agora e creio que a obra tem muita coisa pela frente ainda — diz o diretor.
Conheça abaixo, outras obras do cineasta Jimi Figueiredo.
A Menina de Sessenta, documentário que dirigiu para a TV Senado, foi o único filme brasileiro selecionado para o Festival Urban Visions, que aconteceu na EXPO DUBAI durante todo o mês de março de 2022.