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Treinamento fortalece liderança feminina no Senado

A tarefa de liderar equipes exige atributos como capacidade de delegar, de ouvir e de tomar decisões. Alguns aspectos tornam o caminho da liderança mais tortuoso para determinadas pessoas. Um deles são as dificuldades que as profissionais do gênero feminino ainda encontram para alcançarem e permanecerem em postos de chefia. Com o machismo estrutural presente no mercado de trabalho, elas ainda não minorias em cargos de liderança. No Senado, desde a criação do Plano de Equidade de Gênero e Raça, essa realidade vem mudando: em 2019, o números de mulheres em funções de chefia saltou de 12% para 32%.

E, com o objetivo de garantir que as servidoras da Casa tenham uma liderança mais efetiva e humanizada, foi realizado mais um treinamento Mentoria de Liderança para Servidoras Públicas. Participaram do curso servidoras ocupantes de FC-2 e FC-3 e comissionadas com cargo de chefia de gabinete. As aulas, que ocorreram entre 26 de março e 16 de julho, fazem parte do programa Mentoria de Liderança Corajosa e Gentil.

À frente da iniciativa, a facilitadora Cláudia Nogueira explicou que o curso teve a participação de 10 alunas. Segundo ela, por conta de duas razões, houve diferenças entre o primeiro e o segundo treinamento. A primeira, afirmou, é que a mentoria é adaptada às questões trazidas pelas próprias participantes, fomentadas por necessidades reais que estão sendo vivenciadas por elas no seu trabalho, e isso faz com que o conteúdo seja um pouco diferente a cada edição.

A segunda é que a cada edição vou aprimorando a mentoria a partir dos feedbacks recebidos e com isso trago os conteúdos mais procurados e atualizados ─ disse.

Cláudia destaca que o treinamento trabalha questões específicas da liderança feminina, além de criar uma comunidade de apoio confiável para o compartilhamento de informações. Na avaliação da servidora, os ganhos são diversos, entre eles estão o fato de as participantes receberem orientação específica sobre como lidar com uma determinada situação, em que se sentem inseguras sobre como agir, e aprenderem teorias novas e com elas embasarem melhor os seus comportamentos.

Também aumentam os seus resultados a partir do que aprendem no curso, melhoram o relacionamento com a equipe; desenvolvem uma comunicação mais assertiva. E, finalmente, um ganho muito reconhecido por elas é a comunidade que se cria na turma, na qual elas trocam informações e se ajudam mutuamente ─ disse.

OPORTUNIDADE

Sheyla Assunção, coordenadora de Cobertura da Agência Senado, participou da segunda turma da mentoria e não poupa elogios à iniciativa: “Achei a experiência fantástica e aprendi muito. O curso foi bem voltado para as necessidades da liderança dentro do Senado”.

De acordo com Sheyla, as vivências na mentoria contribuíram para seu crescimento e aprendizado profissional, melhorando a maneira como ela lida com os desafios diários e a relação com os colaboradores

.─ Tenho colocado os ensinamentos em prática desde a primeira a aula. Alguns deles são a forma de dar feedbacks mais estruturados, organizar mais a minha a agenda e maneiras de como conversar com a equipe. O curso ensina tanto questões teóricas quanto ferramentas práticas para o dia a dia ─ disse.

Outra participante, Adriana Nunes, chefe de gabinete da Liderança do Governo no Congresso Nacional, tem percepção semelhante. Para ela, o curso propiciou desenvolvimento de habilidades pertinentes ao gerenciamento do trabalho remoto.

Na minha opinião, os pontos chaves do curso foram aqueles relacionados à questão da conscientização no que diz respeito ao ambiente de trabalho em casa e ao psicológico das pessoas que estão por trás das telas dos computadores ─ destacou.

Gestores se qualificam para liderança em ambiente virtual

Com a adoção do teletrabalho, os gestores da Casa precisaram se adaptar ao novo e desafiador cenário: chefiar equipes em home office. Conciliar horários, rotinas e manter a conexão entre o time estão entre os principais desafios. Pensando nisso, o Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) lançou o treinamento de liderança em ambiente virtual. Facilitador do curso, o servidor Felipe Guimarães Cortes considera que a troca com os colegas foi excepcional e as atividades práticas puderam aliar a experiência deles com a teoria passada.

Eu trabalho a liderança como um processo resultante de três componentes: líder, liderados e contexto. Assim, não há uma fórmula ideal, aplicável a qualquer pessoa, equipe, organizações e setores de trabalho. Cada realidade é distinta e, portanto, exige soluções distintas ─ explicou.

De acordo com Felipe, no curso, foram divididas as implicações e os desafios do trabalho remoto para a liderança em quatro categorias: fatores ambientais, fatores do trabalho, fatores relacionais e fatores individuais. Ele ressalta que “a maioria desses fatores já é desafiadora em um contexto de trabalho presencial, mas assume novos contornos no trabalho remoto, exigindo do líder papeis e competências diferentes”.

Aluno do curso, Audrim Marques de Souza, chefe do Serviço de Transmissão de TV, afirmou que a experiência foi de grande valia e teve “um impacto enorme ao trazer um tema tão importante relacionado à situação em que nos encontramos nesses tempos de pandemia”.

As aulas nos propiciaram o desenvolvimento de habilidades pertinentes ao gerenciamento do trabalho remoto, utilizado pelo nosso setor desde o início da pandemia. Na minha opinião, os pontos chaves do curso foram os relacionados ao trabalho junto à questão da conscientização referente ao ambiente de trabalho em casa e ao psicológico das pessoas que estão por trás das telas dos computadores ─ ressaltou.