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Xô, etarismo! Aos 69 anos, aposentado tira sonhos e projetos da gaveta

Nesta edição do DGer.com, apresentamos mais uma matéria da série temática sobre aposentados da Casa que mantém uma rotina ativa e cheia de descobertas. Com vitalidade e experiência, nossos entrevistados mostram como essa fase da vida pode ser bem aproveitada e marcada por momentos felizes. Desta vez, James Raymundo Menezes. 69 anos, é o convidado especial. Nos parágrafos a seguir, ele compartilha alguns detalhes de sua trajetória dentro e fora do Senado.

Segundo James, seu processo de desligamento do trabalho ocorreu de forma gradativa. Em maio de 2016, veio a aposentadoria oficial, mas ele optou por continuar prestando serviços à Casa até fevereiro de 2017, por meio do contrato de trabalho voluntário. Hoje, seis anos depois de ter definitivamente “pendurado a gravata”, ele conta que estar no Senado foi uma experiência indescritível.

— Foram muitos os momentos históricos que tive a oportunidade de acompanhar, como a elaboração da Constituição de 88 e o processo de impeachment do ex-presidente Collor. Comecei no Prodasen e passei por outras experiências atuando em gabinete, no Interlegis (no seu período inicial), no ILB, na Dger e, encerrando minha vida profissional, estive na SEGP — afirmou.

Sobre os desafios da nova fase da vida estiveram o de administrar uma rotina diferente e encontrar hábitos que lhe dessem prazer. É como “renascer” para uma jornada desconhecida e marcada por situações nunca experimentadas.

— Quando me aposentei tive que “aprender” como utilizar tanto tempo livre, no primeiro momento é difícil. Mas aprendi rápido. Descobri que podia fazer qualquer coisa a qualquer hora. Então é hora de abrir novos caminhos e trilhar outros que já tinha aberto e não sabia que existiam — afirmou.

A partir dessa perspectiva de adaptação, James relata que tratou de colocar algumas mudanças em prática: “A primeira mais significativa foi mudar de cidade. Vim morar em Florianópolis onde encontrei uma nova cultura, novos lugares, novos amigos (sem deixar de lado os de Brasília) e novos e mais saudáveis hábitos”.

Mais tempo – Entre os novos hobbys, James destaca a maior dedicação à leitura de temas de seu interesse: “A leitura, um hábito que já gostava, passou a ser constante, mas, agora com o tema principal da Segunda Guerra Mundial (e suas ramificações) que, pelas minhas contas já foram quase uma centena de livros sobre o assunto”.

Além da leitura, James também tem se aventurado no universo musical: “Estou tentando aprender a tocar cavaquinho (é difícil e requer muito treino). Com o tempo livre aproveitei para dar continuidade ao aprendizado do inglês. Procurei incrementar a parte física com exercícios e caminhadas regulares cinco vezes na semana. Além de tudo, as viagens passaram a tomar parte do tempo com descobertas de novos lugares e novas culturas”.