Motivo da sua construção
A construção da capela em honra de Nossa Senhora dos Remédios foi devido à falta de um espaço “religioso“ onde realizar as missas, estas que deixaram de ser feitas/realizadas neste sítio depois da perda da «Festa do Senhor aos Entrevados», onde se realizava no final da visita do pároco da freguesia (Sr. Pe. Cunha) uma missa campal em Seixo Alvo.
Como se deixou de fazer a habitual missa no final da festa as pessoas começaram a ir à Igreja de Crestuma ou à da freguesia (Olival).
Para que as pessoas não tivessem de ir à missa que ficava longe, uma comissão de jovens constituída por seis elementos (Sr. Victor, Sr. Manuel, Sr. Avelino, Sr. António da Belandina, Sr. Cruz e Sr. José Vieira), teve a ideia de fazer uma festa religiosa em Seixo-Alvo e, consequentemente, construir uma capela.
Construção da primeira capela
A comissão de 6 jovens, apresentou a sua ideia de construir a capela ao Sr. Pe. Cunha (pároco da freguesia), que aceitou e aprovou a sua construção. Esta que começou por volta de 1946, num cume de um “monte” rodeado por campos e de difícil acesso, mas o seu acesso deixou de ser problema com o enorme empenho por parte dos jovens adjacente à abertura da atual «avenida da capela».
Com o fim da Segunda Guerra Mundial e, consequentemente, a crise e a inexistência de fundos monetários, as obras foram obrigadas a parar durante 8 anos. Depois de ter passado o pós-guerra e as obras reiniciarem, já estava prevista a inauguração da bela capela que foi 8 de Setembro de 1953.
Mas, entretanto chegou o dia da Natividade da Nossa Senhora e as obras continuavam por terminar (devido a fundos da Câmara que se haviam atrasado).
Assim, a 27 de Setembro de 1953 a primeira capela foi inaugurada, seguindo-se uma semana de sermões a finalizar com a procissão.
Motivo da construção da segunda capela
Passados cerca de vinte anos da inauguração, as traseiras da capela antiga foram ampliadas para quase metade, saindo os altares e ficando apenas um painel.
Com o aumento do número de pessoas a participar nas cerimónias religiosas, a capela tornou-se demasiado pequena.
As opções para resolver este problema eram a sua remodelação ou a construção de uma nova, mas como ampliar esta não seria viável devido as deficiências de construção, a melhor opção foi então a construção de uma nova capela, e foi isso que a comissão decidiu.
Por volta de 1970, iniciou-se o projeto para o salão (que viria a servir para celebrar a missa aquando da demolição da capela) e iniciou-se também a construção de sanitários e à vedação do terreno.
Para a construção de uma nova capela pediram ao Sr. Arq. Márcio Emílio (com larga experiencia na construção de igrejas), da Câmara Municipal de Gaia, que elaborasse o respetivo projeto (o qual viria a oferecer).
Este tinha, inicialmente, a forma de uma enorme borboleta e que ocupava o dobro da área que acabou por ficar (por falta de espaço para as pessoas circularem em seu redor), perdendo a sua exuberante forma primitiva de borboleta.
Construção da segunda capela
A 4 de setembro de 1985 o projeto da capela foi aprovado; a 8 de janeiro do ano seguinte foi feito o primeiro leilão que revertia a favor da capela; a 8 de junho de 1986 fecharam o contrato com o empreiteiro, o Sr. Manuel Serra; a 10 de junho desse ano começou a desmontar-se a capela, a tirar-se o sino, etc., começando a demolição no dia seguinte.
Passado uma semana foi benzida a primeira pedra pelo Sr. Pe. Archer Leite, por baixo da qual se colocou uma coleção de moedas da época e um pergaminho (onde constavam informações para o futuro, entre as quais a equipa da comissão de obras).
Em 18 de Março de 1990 foi então inaugurada a capela pelo Arcebispo do Porto, Dom Júlio Tavares Rebimbas.
Entretanto, a comissão de Festas de 1989/90 com o dinheiro que restou das comemorações festivas, decidiu construir um coreto (palanque construído ao ar livre, para a banda ou filarmónica), o qual foi inaugurado a 24 de Agosto de 1991.
Em 1996 finalizou-se a construção da capela com gradeamento, construção esta que só foi possível com a boa vontade e a generosa colaboração das gentes de Seixo-Alvo.
Onde se situa e sua descrição
A Capela Nossa Senhora dos Remédios, situa-se em Seixo-Alvo, na parte do Douro Litoral, na freguesia de Olival, que pertence à cidade de Vila Nova de Gaia.
Seixo Alvo é o lugar de maior extensão e densidade populacional e um dos mais antigos da freguesia de Olival.
O nome deste lugar/sítio advém da rocha aqui predominante que é o quartzo, a que o povo chama seixo e alvo porque é branca.
Deste lugar/sítio, muito elevado , avista-se nitidamente a cidade do Porto, a grande distância, onde o Douro corre a pequena lonjura, há, na verdade em toda a sua volta uma paisagem deslumbrante de antiguidades, de beleza natural e fé.
O porquê de ser Capela Nossa Senhora dos Remédios
Este monumento ficou com o nome de “Capela Nossa Senhora dos Remédios“ porque queriam uma festa em homenagem à Nossa Senhora já que a freguesia se chamava Santa Maria de Olival, e depois, porque não havia esta padroeira aqui perto, a não ser em Arcozelo.
Assim, o Sr. Victor Santos tirou uma cópia da Nossa Senhora de Lamego, oferecendo a imagem(que era diferente de Arcozelo).
Como também havia sido oferecida a imagem da Nossa Senhora de Fátima, pelo Sr. Joaquim Soutelo, resolveu fazer-se, em 1954, a «Procissão das Velas», de 12 para 13 de Maio.
As festas realizadas e sua atividade
A festa em honra de “Nossa Senhora dos Remédios”, já data de Setembro de 1953, surgiu como uma necessidade de arranjar centro de culto próprio e por isso foi denominada por padroeira de Seixo-Alvo.
Essa necessidade foi no desenrolar do vazio provocado pela perda da grande festa que caracterizava a freguesia de Olival, a chamada “Procissão do corpo de Deus“ ou “Festa do Senhor aos Entrevados“ que consistia na visita do pároco (Sr. Pe. Cunha).
A celebração é iniciada com os sermões, que acompanham o ato devocional até ao domingo da procissão, desde segunda até sexta-feira, precedida pela realização de uma missa.
Inicialmente o arraial da festa tinha como centro o largo de Seixo-Alvo, mas há mais de vinte anos que se faz na avenida que é enfeitada com um longo tapete de flores em que o padre desce glorioso sob os arcos que o perseguem mãos dadas com a Fanfarra, as Bandas Musicais e a enorme multidão, voltando, por fim, à capela