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Formação Integrada para Sustentabilidade MESTRADO PROFISSIONAL EM GESTÃO PARA COMPETITIVIDADE . LINHA DE SUSTENTABILIDADE

MISSÃO . criar condições para fazer emergir um sujeito consciente e engajado consigo mesmo, na relação com os outros e com o todo, com sensibilidade, inteligência prática e fundamentação teórica em sustentabilidade.

Como a Formação Integrada funciona na prática?

Compreendemos que aprender é uma capacidade intrínseca e constantemente presente em nossa vida. Estamos sempre, como aprendentes, nos desenvolvendo, em constante processo de produção de nós mesmos num processo que se dá de maneira integrada: pelo o que nos acontece de fora para dentro, e pelo que percebemos, sentimos e compreendemos de dentro para fora. Desta forma, buscamos combinar conteúdos e atividades que promovam:

  • Espaços para o processo pessoal de produção de sentidos de cada sujeito (autoformação), para troca e aprendizagem pelas relações do grupo (heteroformação) e para aprendizagem pelo contato com o ambiente e o conjunto de relações complexas que nele acontecem (ecoformação).
  • Condições para a vivência e a expressão do conhecimento por meio não apenas de conceitos e teorias (razão formal), mas também por meio de projetos aplicados, viagens de campo e outras experiências práticas (razão experiencial) e atividades de cunho corporal, artístico, reflexivo e contemplativo (razão sensível).

Nosso processo estrutura-se ao redor de dois eixos:

Projeto de Si Mesmo: atividades, vivências e conceitos que buscam provocar nos alunos uma percepção ampliada de si mesmos, dos outros e da realidade, ativando, expandindo e contribuindo com a apropriação do seu potencial sensível/perceptivo, reflexivo e criativo. Ao longo dos três semestres da Formação Integrada esperamos que os alunos possam:

  • Desenvolver linguagem para perceber, abordar e atuar numa realidade complexa (multirreferencial e muldimensional);
  • Integrar a dimensão subjetiva e sensível como fonte de conhecimento;
  • Incorporar o diálogo como atitude de abordagem ética;
  • Reconhecer a complexidade da realidade e identificar seus diferentes níveis e perspectivas/paradigmas.

Projeto Referência: projetos voltados a desafios reais, onde conhecimentos de gestão possam ser ampliados e aplicados sob a ótica da sustentabilidade. Os semestres I e II terão um Projeto Referência diferente, o qual será proposto e selecionado pelo próprio grupo. De maneira geral, o tema do PR deve estar relacionado à dimensão trabalhada no semestre e oferecer uma entrega prática e aplicável. Por seu caráter altamente prático e experiencial, o PR oferece uma oportunidade singular para o grupo entrar em contato direto com situações complexas, que envolvem diversas realidades, atores e variáveis, e onde não há respostas óbvias e prontas. Ao final do semestre, a entrega do projeto é apreciada por convidados externos e avaliada pelo próprio grupo e pelos professores da disciplina, conforme critérios de avaliação detalhados abaixo. Por meio do PR, esperamos que os alunos possam:

  • Ampliar sua percepção sobre a realidade e suas relações, por meio do entendimento e da busca por soluções práticas a desafios reais da sustentabilidade;
  • Conectar os conceitos e ferramentas que estão na fronteira do conhecimento em Sustentabilidade com suas práticas de gestão;
  • Integrar conhecimentos dos diferentes temas da sustentabilidade e da gestão, com visão crítica e sistêmica.
  • Atuar como agentes de mudança e transformação rumo ao desenvolvimento sustentável.

SAIBA MAIS ACESSANDO NOSSOS VÍDEOS

SOBRE ESSE RELATÓRIO

Esse relatório tem como objetivo sistematizar os conhecimentos gerados pelos Projetos Referência dos grupos que passam pela Formação Integrada para Sustentabilidade no contexto do Mestrado Profissional em Gestão para Competitividade.

  • A cada turma do Mestrado, desenvolvemos de quarto a seis projetos por semestre.
  • Cada projeto é composto por uma equipe de alunos(as) que define seu próprio desafio, identidade e processo de trabalho (stakeholders chave a serem procurados, conteúdos a serem investigados, formato da entrega final, recursos necessários etc).
  • O percurso para este processo de trabalho é baseado na Teoria U: desenvolvida por Otto Scharmer e outros pesquisadores da área de Aprendizagem e Mudança Organizacional do MIT, “a Teoria U propõe que a qualidade dos resultados que obtemos em qualquer sistema social é consequência da qualidade de percepção e consciência a partir da qual operamos nestes sistemas.” (Presencing Institute) Trata-se de um framework; um método para liderar mudanças profundas; e uma maneira de ser – conectando aos aspectos mais autênticos e elevados do indivíduo.” Como processo, a Teoria U propõe três macro etapas: Observar, observar, observar ("descida do U"): investigar e compreender um sistema de dentro dele, interagir com os stakeholders chave, abrir-se à escuta, sentir; Retrair e refletir ("meio do U"): silenciar para conectar-se consigo mesmo e com sua fonte sensível de percepção e criatividade (Presencing); e Agir em um instante ("subida do U"): deixar emergir resultados inovadores colocando em prática as soluções possíveis - ainda que em forma de protótipos - e aprendendo com elas.

CLIMÃO EM MALÉ

Aline Okada, Carlos Carraro, Carol Falluh, Deborah Câmara, Debora Souza, Igor Lyra, João Lobato, Tábata Guerra

Enunciado

Comunicação efetiva informa, comove e inspira. Contudo, quando falamos de mudança climática, a comunicação também precisa gerar atitude e ação.

A mudança climática, fenômeno que consiste em mudanças - que excedem a variação natural - nos padrões climáticos, sistemas, e ecossistemas, variações que são causadas ou amplificadas pela ação e sistemas humanos e que afetam estes sistemas e outros que estejam conectados e/ou dependentes deles, é inegável. Resulta entre outras coisas em eventos extremos, mudanças de regime de chuvas, aumentos de temperatura e secas, e aumento do nível do mar; podem levar à insegurança alimentar e energética.

Muito se discute sobre o que pode ser feito para que o planeta não sucumba em alguns anos. Existem estudos pessimistas, otimistas e outros que negam o aquecimento do planeta por intervenção do ser humano. Independente de qualquer visão, fato é que a terra não está mais tão aconchegante. Alterações no clima são visíveis, alterações nos biomas, nos oceanos, e no bem estar dos habitantes da terra. Se tocarmos a banda dessa maneira, uma hora a conta chega para todos, e não deve demorar muito. Para os que acham que só as gerações futuras sofrerão, nossa vida por aqui já não é mais a mesma faz tempo. Consumo, tecnologia obsoleta, falta de interação, doenças, fome, miséria, trabalho escravo nos dias atuais. Será que estamos mesmo sendo justos com a nossa casa?Chegamos em um ponto no planeta que precisamos repensar nossa maneira de viver, produzir, consumir e descartar o que foi consumido.

Para que esse cenário mude existem agendas, acordos firmados entre países, projetos e novas tecnologias para reduzir emissões de carbono. Porém percebemos um "gap" entre a comunicação e o engajamento da população em relação ao tema. Muitos sites, empresas, ONG's nos trazem à tona questões altamente relevantes. Mas o alcance dessas informações e a mudança de comportamento tanto da sociedade quanto corporações e governos ainda é um problema a ser solucionado.

Existem dúvidas e inseguranças com relação ao papel de cada um de nós, em cada uma das funções ou atribuições que exercemos na sociedade. Ao mergulhar no tema ficaram evidentes uma série de inquietações.

Investigação e escuta

Questões e inquietações iniciais

1. Como comunicar o tema da mudança climática de forma diferente, impactante - informando e concientizando?

2. Como fazer com que conhecimento e concientização virem ação, mudança de comportamento?

3. Como tranmitir a urgência de um prolema tão complexo de forma clara, tangível e fácil de entender?

4. Diante de limitaçõe de recuro e tempo, como identificar aquele grupo com maior potencial de ação efetiva, incluindo a dieminação de informaçõe crívei ore o tema.

5. Como criar um efeito multiplicador - impactando pessoas que multipliquem a comunicação e influenciem a mudança de comportamento de outros?

6. Quais são os meios e os formatos mais efetivos para provocar a mudança de comportamento?

O Kick-off: A primeira conversa com stakeholders externos, todos profundos conhecedores e atuantes no tema da mudança climática, apontou direções, levantou novos questionamentos e trouxe muita inspiracão.

Fontes de investigação (stakeholders envolvidos com o tema, bibliografia, dados secundários, etc.)

Um dos grandes desafios do nosso tema, cuja complexidade faz jus à denominação de wicked problem, é justamente a abundância de informação, dados, experiências, ativismos e interesses, sejam eles cientificamente provados e aceitos (ou não), verdadeiros ou falsos, nacionais ou internacionais que se relacionam de alguma maneira ao problema, seja como causa, objeto, efeito, solução ou uma combinação de todos estes.

Como fontes de dados recorremos a conversas com stakeholders, envolvidos com a questão, alguns dos quais participaram do kick-off e outros que acessamos posteriormente. Falamos com Mariana Pedrosa, diretora de documentários de impacto social; Caio Micca, produtor da ONG EcoFalante que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade; e com a Renata Piazzon do Instituto Arapyaú cuja atividade foca o investimento social privado e está centrada no desenvolvimento sustentável. Além disto contamos com a expertise de Marcos Buckeridge, Diretor do Instituto de Biociências da USP e integrante do painel IPCC; e de Guarany Osório, professor de mudanças climáticas do FGV/CES. Tivemos, ainda, contatos com outras lideranças do pensamento e do ativismo sobre a questão e também com especialistas em comunicação.

Ao mesmo tempo, estudamos bibliografia extensa passando por diversos estudos do projeto sobre comunicação de clima da Yale University, e também do Centro de Estudos de Decisões sobre o Clima da Columbia University. Examinamos estudos e manuais de advocacy no tema do IPCC, da UNEP (United Nations Environment Programme), da Arapyaú e do CEBDS, entre diversos outros, bem como estudos de grupos de trabalho dos governos e academia da Oceania, dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Levantamos nomes e características (para depois avaliarmos a aderência ao tema) de centenas de documentários, curtas e filmes de animação, incluindo mais de 50 vídeos veiculados via internet no Youtube. Foi uma longa viagem de descoberta que apenas arranhou a superfície da questão.

Formas de coleta de dados (desk research e pesquisas qualitativas - grupos de foco, testes de vídeos e eye tracking )

Além destas etapas de conversa com stakeholders e pesquisa de literatura e materiais (em todos os formatos) que abordavam o assunto da mudança climática e dos desafios ligados à comunicação sobre este assunto, tivemos diversas longas discussões sobre os levantamentos.

A estas seguiram-se pesquisa qualitativa com pessoas, representantes da população geral, elo cuja visão em primeira-mão estava faltando em nosso estudo até o momento. Mais especificamente, conduzimos dois grupos de foco e testes de medição de reações via tecnologia de eye tracking; e, em paralelo, fizemos um mapeamento da atividade digital (buscas) do tema nas mídias sociais.

Realizamos dois grupos de foco com roteiro de perguntas elaborado pelo grupo. As discussões foram conduzidas por membros de nossa equipe. Cada grupo foi composto por 8 participantes e teve duração de aproximadamente 90 minutos. Os participantes e convidados tinham os seguintes perfis:

G1 – H/M, 20 a 49 anos, classe C1/B2 (4 casados / 4 solteiros; 6 com filhos / 2 sem filhos; residentes das Zonas Sul, Centro, e Leste); e

G2 – H/M, 20 a 49 anos, classe A/B1 (5 casados / 3 solteiros; 3 com filhos / 5 sem filhos; residentes das Zonas Oeste, Sul, Centro e Norte)

Os grupos de foco aconteceram em 27.4.2019 e além das conversas, realizaram testes para avaliar as reações diante de diferentes tipos de comunicação sobre as mudanças climáticas.

As discussões dos grupos de foco nos deram acesso a outros pontos de vista e descrições de cotidianos muito diferentes dos nossos, mas representativos de uma grande parcela da população. Serviram para levantar aspectos onde conceitos e ideias prévias, nossas, enviesavam análises, abordagens e propostas. O roteiro das conversas buscou levantar o que sabiam sobre o tema (mudanças climáticas), onde e como se informavam a respeito do assunto, e quais pontos de vista prevaleciam com relação às soluções da questão. Ao testar reações a vídeos (com abordagens e estilos distintos) sobre o assunto visávamos entender um pouco mais a respeito da comunicação sobre o tema.

O que sabem sobre o tema?

● São muitas preocupações na vida, no dia a dia: questões financeiras, de educação, a economia, a política, a saúde, e os filhos, principalmente os filhos. Tudo isto compete com a questão das MUDANÇAS CLIMÁTICAS.

● Ainda com sentido nos filhos, ao pensar no futuro, as questões primordiais são emprego, estabilidade, saúde e segurança.

● Os assuntos da pauta atual incluem o fim do ENEM, a previdência, segurança, o filho do Bolsonaro e até os patinetes. A questão do clima e das mudanças climáticas não surge espontâneamente.

● O tópico “climático”, mais facilmente associado às preocupações deles, foi a poluição. Segundo eles se manifesta de diversas formas: no ar, nas comidas, nas construções como poeira do concreto de edificações, e por conta do lixo.

● Alguns (e aqui houve diferença entre os dois grupos, um de classe mais alta e outro de classe media) reconhecem que o que vivemos hoje é consequência de décadas de descaso e de comportamentos “impróprios”. Ressaltam a falta de educação e de conscientização. Um dos grupos reconhece/assume parcela de culpa.

● Falam do encadeamento dos efeitos (complexidade) e distinguem entre o que aprenderam e sentiram sobre clima e o que seus filhos (geracão mais nova) vive e aprende.

Canais e fontes de informação: como se informam sobre o tema?

● Se informam pela TV e pelos notíciários. Ns redes sociais – whatsapp, facebook com grupos de família, trabalho e de “escola/faculdade” – provocam troca de arquivos, debates e propragação de estudos & artigos, mas, espontâneamente, não buscam este assunto. Apenas após algum estímulo, como por exemplo: receber um artigo no grupo da família ou ver uma notícia na TV. Tampouco falam sobre o assunto em suas rodas de conversa, a não ser em relação à alguma notícia.

● O excesso de informações, interesses e pontos de vista acabam virando falta de informação – não sabem quem fala a verdade, quem é imparcial ou representa, de fato, os interesses do povo (atenção: cada um imagina errôneamente que o seu interesse seja o real, correto, justo e que seja o mesmo do outro). Difícil saber, inclusive, qual ou que parte do problema é prioritário, mesmo.

● Desconfiam de notícias e estudos que acreditam serem motivados por interesses diversos – de governos, empresas, grupos de stakeholders. A maior dificuldade é não saber em quem acreditar.

● Junto com a desconfiança generalizada, e o fake news o excesso de material e estímulos e a falta de segurança com relação a fontes, gera fadiga, rejeição ao assunto.

● Falta usar canais como telas/TV/feed e posters nos meios de transporte coletivo. No metro, por exemplo para conscientizar e informar sobre este assunto. As pessoas passam muito tempo vendo apenas fofocas e assuntos de nenhum interesse.

Resolvendo o problema: existem soluções - e qual o papel de cada um?

● A mudança de hábitos e comportamentos é vista como uma [parte da] solução mas reconhecem que é demorado; que começa com o indivíduo e leva tempo para atingir o coletivo. Aderem com entusiasmo a reciclagem mas no quesito alimentacão – o driver são questões da saúde, não ambientais.

● Atribuem papel protagonista, também, à inovação e às novas tecnologias para reverter e evitar impactos das atividades humanas e atender necessidades e públicos novos. Citaram o PET, e o abandono dos canudos de plástico. G2 lembrou dos carros elétricos.

● A sociedade, nós, temos papel na solução: cobrando, pressionando, boicatando, e fazendo manifestações.

● Não lembram das empresas deixando de perceber, claramente, um papel proativo (puxando a ação benéfica ao ambiente) para elas. Um caminho é entender a procedencia dos produtos de empresas ecologicamente corretas.

● Criatividade nas iniciativas que se beneficiam de novos canais se conseguem capturar o interesse dos públicos jovens. Viralizar.

● O governo tem papel essencial – aparece constantemente (consciente e inconscientemente nas afirmações dos participantes).

Eye Tracking: Em outra etapa, realizamos testes com alguns convidados, utilizando a tecnologia de eye tracking, ferramenta que revela padrões fisiológicos do comportamento humano em face aos estímulos visuais “isentos” de qualquer opinião ou premissa dos apresentadores dos estímulos e, sobretudo, dos participantes. O equipamento utilizado monitorou a retenção da atenção visual bem como expressão facial (facecoding), e o GSR (resposta galvânica da pele) enquanto os participantes assistiam a peças informativas sobre as mudanças climáticas.

Os filmes testados variaram desde um discurso TED proferido pela jovem ativista Greta Thunberg, a um formato no estilo documentário/informativo contendo cenas de desastres ambientais e música dramática, e um terceiro tipo - mais lúdico, explicativo e informativo que além de falar das causas da mudança climática citava exemplos de soluções como as energias limpas. Os participantes eram recebidos e orientados a assistir às pecas de audiovisual com duração total de aproximadamente 9 minutos. Ao final, passavam por uma breve entrevista a fim de contar o que se lembravam bem como reações e opiniões às peças. Estas respostas eram, em seguida, contrastadas com os dados colhidos com as tecnologias durante o monitoramento.

Imagens do Eye Tracking

Google Search & Social Listening: Ainda na etapa de coleta de dados, fizemos uma análise da atividade de buscas digitais utilizando a ferramenta de monitoramento Stilingue. Levantamos dados sobre a atividade de buscas do usuário de internet no Brasil pelos termos "mudança climática" e "mudanças climáticas", "poluição" e "desmatamento", ao longo do tempo. Além disto fizemos análise sobre os principais publicadores sobre o tema, com destaque para canais de notícia - tradicionais como o Estadão e O Globo, mas também para novos canais como o "Quebrando o Tabu".

Variações no nível de interesse pelo tema coincidem com eventos da vida real.

Interesse pelo termo 'mudança climática' se mostra estável nos últimos anos, porém com picos em períodos específicos. Causalidade não identificada

Termo fortemente relacionado a aquecimento global, efeito estufa, poluição, política e ONU

Maior relevância e interesse dos termos no norte e nordeste. Forte relação direta com o impacto direto dos acontecimentos com a comunidade local, principalmente, o desmatamento

Influência dos acordos internacionais na visibilidade e interesse pelos fenômenos relacionados às mudanças climáticas

Força de documentário do Al Gore no interesse e busca pelo acontecimento das mudanças climáticas

No Twitter, existem os haters e "negacionistas" mas também existem algumas trocas contendo informações e outras ligando práticas e comportamentos do dia a dia a consequências climáticas.

Críticas ao governo e suas posturas ligadas a meio ambiente e admiração por lideranças como Greta T.
Conexão entre mudanças climáticas e outros temas de desenvolvimento sustentável

Principais aprendizados e insights

O excesso de informação também pode ser um problema. É preciso simplificar sem ser reducionista. Além disto o timing importa.

Importância de usar canais de comunicação novos e tradicionais - mídias sociais e sites que gozam de credibilidade. Também não podem ser deixados de lado canais tradicionais em locais ainda pouco usuais - informar, conscientizar nos meios de transporte coletivos, por exemplo.

Identificar ou criar meio de comunicação direcionado para o assunto pode ser um caminho

Pessoas influenciadoras sobre este assunto - não existem de forma incontestável.

A importância de comover e aproximar as pessoas do tema. Todos nós precisamos nos ver tanto como problema e como solução.

É mais difícil falar com adultos do que com crianças. Entretanto é essencial focar ações e intervenções com públicos em condições de efetuarem mudanças, de impacto, no curto prazo. O caminho pode ser a conversa com jovens universitários, lideranças em potencial.

Quase sempre se associa a resolução de problemas grandes ao governo que precisa adotar visão de longo prazo no planejamento; mas é preciso avaliar o potencial do setor privado em contribuir, puxar a agenda - ao invés de reagir, apenas.

Agenda de meio ambiente pode mudar, ou ser abordada de maneira totalmente diferente, de acordo com a classe social, papel na comunidade, função econômica e cada um precisa de uma abordagem de sensibilização e mobilização diferente.

Além disto as ações, intervenções e mobilizações precisam ser frequentes e ter continuidade, reforçando a noção de durabilidade/permanência das mudanças comportamentais, escolhas e etc.

Precisamos focar na solução! Esperança – sensibilizar, conscientizar ao mesmo tempo em que damos condições de agir, resolver, superar sensação de impotência. Não basta apenas falar do problema.

Como vimos, acima, os aprendizados e insights dizem respeito ao tema escolhido mas também houve lições sobre o processo do grupo - aprendizados e dinâmicas que sentimos ou das quais participamos durante as etapas de atenção, escuta, investigação e criatividade do percurso do "U" da Teoria de Otto Scharmer. Todos são elementos desafiadores para uma equipe nova, composta por pessoas profissionais - multidisciplinares, já experientes em suas áreas, acostumados a liderar, e com conhecimentos e expectativas diferentes sobre o tema.

Começando a subida do "U" - insights na micro imersão

Presencing: retrair e refletir (TODOS)

Sentimentos, sensações e insights individuais (depoimentos de cada membro do grupo narrando sua percepção nesta etapa do percurso)

"Trabalhar com o assunto mudanças climáticas foi surpreendente para mim pois não achei que sabia muito sobre o assunto e percebi que não sei nada. Também achei que era ativista, caí na realidade e vi que ainda tenho muito o que fazer pelo planeta. E apesar de todos esses insights vejo que a mudança de comportamento não é fácil. Imagino que para quem não tem interesse no assunto ou não acredite que faça parte do problema e da solução seja ainda pior. Acredito que a transformação venha das novas gerações, pois a nossa já esta contaminada." Carolina Falluh

"O tema Comunicação para as Mudanças Climáticas revelou ser um assunto bastante complexo, não só para a finalidade do PR, mas também para a gestão e desenho do trabalho pelo grupo do PR. A complexidade do tema resultou em uma descida do U mais lenta e esburacada, o que dificultou a escolha do produto final pelo grupo. Neste momento do presencing, percebemos que as nossas teorias e crenças iam na contramão das nossas atitudes. Por isso, algumas questões surgiram: como convencer um público menos engajado a mudar o comportamento para respeitar os limites planetários se nem nós mesmos conseguimos adotar tais mudanças? Até que ponto estamos dispostas a mudar nossos hábitos em prol do meio ambiente? Estas e outras questões foram fundamentais para o processo de virada do U, assim como para a chegada até o produto final." Aline Okada

"Como 'furar a bolha' e conscientizar mais pessoas sobre as ações que podemos tomar para mitigar as mudanças climáticas? Pegamos um desafio bastante complexo nas mãos e por isso, para mim, todas as soluções propostas pelo grupo pareciam tão relevantes e atacavam uma parte do problema. Chegamos na microimersão com um aglomerado de ideias que foram formando algo muito maior do que previ. A decisão pelo mais simples, pelo direto, me pareceu muito acertada, ainda que os resultados da intervenção possam não ser tão mensuráveis. A lição que fica para mim é: façamos o que podemos, do simples ao complexo. As mudanças climáticas estão aí e toda ação é importante." Debora Souza Batista

"O primeiro semestre de 2019 me recebeu com a oportunidade em trabalhar um tema que realmente afeta diretamente a vida das pessoas do mundo todo e que mesmo depois dessa imersão, continuarei muito engajado em levar esse tema para além do trabalho final do PR. A complexidade do tema levou o grupo a uma pesquisa intensa e com um material extenso e rico, derivando em uma série de oportunidades nas soluções da agenda de comunicação na mudança climática. A experiência com esse grupo diverso em um assunto tão amplo me enriqueceu demais. Preciso respirar, me recompor e seguir ansiosamente para o próximo passo." Carlos Cassio Carraro

"Foi muito instigante a participação nesse PR, tive vários insights e aprendizados, todo o processo foi ricamente vivenciado, do feedback assertivo dos alunos e bedéis na intervenção na FGV, ao compartilhamento com colegas do sofrido processo da descida do "U" e nossa relutância na decisão de solução a ser desenvolvida, essa que foi escolhida praticamente ao final do processo. Destarte, a jornada árdua e pedregosa, foi gratificante e prazeroso o convívio colaborativo com o grupo, que esteve emprenhado em refletir e desenvolver a melhor forma de realizar o desafio, qual seja, comunicar e sensibilizar adequadamente às mudanças climáticas, tema complexo e árido." João Lobato.

"Este tema é fascinante: tempestivo, altamente complexo e relevante para a humanidade. Envolve todas as dificuldades, conflitos, contradições e escolhas difíceis do trabalho com desenvolvimento sustentável. O PR, espécie de microcosmo, refletiu tudo isto. Além do aprendizado acadêmico-científico sobre mudanças climáticas, comunicação e comportamento, passamos por um processo intenso de entender, reconhecer e aceitar diferenças nas concepções e opiniões de cada um. Aprendi a me desapegar de ideias minhas sem perder o engajamento, escutando e permitindo que a solução/produto emergisse, mais forte e coeso, com a "cara" e os talentos do grupo. O momento de construção do iceberg - tão mais fácil quando analisamos os padrões, estruturas e paradigmas externos, gerou resultado surpreendente quando voltamos a lente para nós mesmos. Que choque entender, inequivocamente, que também somos parte do problema!" Deborah Câmara Batista

"Recolher-me na direção do meu próprio corpo para enxergar o que parecia estar fora de mim foi a reflexão mais instigante deste PR. Criei um 'Climão' comigo mesmo, desconfiei dos dados que a ciência apresenta, desacreditei das soluções propostas, perdi o interesse, voltei, experimentei e senti os efeitos das mudanças climáticas, estudei, e percebi que o meu trabalho é germinar amor por aquilo que vivi." Igor Lyra

"Trabalho com mudanças climáticas de forma intensa há cinco anos e nunca pensei que ainda poderia me surpreender com questionamentos tão profundos sobre o tema. O PR me fez refletir sobre pequenas atitudes do cotidiano que têm o potencial de provocar mudanças significativas. Sem dúvida, o grupo enfrentou grandes dificuldades na busca de uma solução para um assunto tão complexo. Mesmo sem todas as respostas, acredito que todos saem, de certa forma, impactados e motivados a buscarem o melhor de si para o melhor do mundo." Tábata Guerra

Desenvolvimento do produto final: agir em um instante

Após o processo de investigação, especialmente após as entrevistas conduzidas na etapa qualitativa com representantes do público geral, o grupo percebeu que o distanciamento da população com o tema das mudanças climáticas se devia em grande parte por conta da inexistência de um canal de comunicação oficial e confiável sobre o assunto.

Diante disso, o primeiro produto pensado pelo grupo foi a criação de uma plataforma online que pudesse ser fonte de diversos tipos de conteúdo de fácil acesso, incluindo feed de notícias, acesso a link para a realização de pegada ecológica, possibilidade de pressionar projetos de lei relacionados à temática das mudanças climáticas, dentre outros.

Entretanto, o exercício de mapeamento dos modelos mentais dos membros do grupo revelou uma informação instigante: mesmo entre nós, iniciados no assunto, havia um distanciamento entre saber/conhecer e agir/mudar. Esta consideração foi fundamental para a definição do formato final para o produto deste PR.

Percebemos que, além de já existirem canais de comunicação acessíveis sobre o tema, a mera disponibilidade de informações não é suficiente para provocar o engajamento das pessoas e induzir as necessárias mudanças de comportamento na sociedade. Percebemos que essas mudanças, via de regra, acabam ocorrendo somente quando as pessoas vivenciam de fato os efeitos da crise climática. Nesse sentido, o grupo decidiu que o produto final deveria ser capaz de simular tais efeitos, para que o público pudesse experimentar as situações de crise, de modo a sensibilizar e induzir mudanças comportamentais. Concluiu-se, portanto, que o produto final seria um Pacote de Intervenção Sustentável.

Produto Final: Pacote de Intervenção Sustentável

O que é?

O produto final do PR "Climão em Malé" consiste em um Pacote de Intervenção Sustentável, cujo objetivo é proporcionar sentimentos, sensações e percepções individuais e coletivas sobre o meio ambiente e as mudanças climáticas.

Por quê?

Você acredita que uma das principais razões para as mudanças climáticas decorra das atividades humanas? Se sim, o que te faz acreditar nisso?

Você tem algum amigo ou parente que não acredita nesta premissa? Se sim, por que eles seriam descrentes?

Percebemos que o tema "meio ambiente e mudanças climáticas" requer sensibilidade e experienciação, isto é, é preciso que o ser humano aprenda por ele mesmo. Informações como "7 milhões de pessoas morrem por ano devido à poluição" ou "a onda de calor e de incêndio em 2010 na Rússia matou 56.000 mil pessoas" não mudam, por si só, o comportamento humano. Esta foi a conclusão, inclusive, do prof. John Sterman da MIT Sloan School of Management, que afirmou não poder ensinar nada sobre mudanças climáticas, mas proporcionar situações em que as pessoas possam aprender por elas mesmas.

Por isso, desenvolvemos um Pacote de Intervenção Sustentável para que as pessoas sejam provocadas a sentir e a perceber as alterações no meio ambiente e os efeitos das mudanças climáticas e, por conseguinte, consigam mudar o seu comportamento.

Como?

Inicialmente, listamos uma série de recursos naturais vulneráveis às mudanças climáticas, tais como: água, energia, madeira, alimentos, ar e solo.

Em seguida, imaginamos como a excassez destes recursos naturais poderia afetar a vida do ser humano, por exemplo: e se (i) não houvesse água durante um dia inteiro de trabalho?; (ii) a temperatura do ar estivesse tão elevada que não fosse possível estudar?; (iii) os agricultores não conseguissem colher a quantidade de fruta e legumes demanda por toda a população?; (iv) não houvesse madeira suficiente para produzir o papel que a burocracia necessita diariamente?; e (v) a quantidade de resíduos sólidos esgotasse a capacidade produtiva do solo?

Logo após, elencamos diversas consequências das mudanças climáticas no nosso dia a dia: enchentes, queimadas, deslizamento de casas em encostas de morros, e falta d'água e de eletricidade.

Na sequência, pensamos como a sociedade em geral lida com essas consequências: (i) os condôminos de um edifício com ligação direta de esgoto no mar se preocupam em regularizar o lançamento de efluentes?; (ii) os motoristas de SUVs à diesel importam-se com a quantidade de CO2 emitida diariamente?; (iii) os jovens de uma escola percebem que subir 3 andares de elevador todos os dias pode demandar muita energia elétrica?; (iv) os consumidores de alimento conhecem a quantidade e o destino do lixo que produzem?; e (v) os investidores do mercado mobiliário preocupam-se apenas com o rendimento das suas aplicações ou entendem o incentivo que podem dar ao desenvolvimento sustentável ao investir em empresas sustentáveis?

Por fim, com base nas reflexões acima, elaboramos uma proposta de catálogo de intervenções sustentáveis a serem realizadas em uma instituição para que os integrantes dela possam ser provocados a sentir e a perceber as alterações no meio ambiente (excassez de recursos naturais) e os efeitos das mudanças climáticas e, por conseguinte, consigam mudar o seu comportamento.

Este pacote de intervenções poderia incluir:

1) Desligar a água de toda a instituição;

2) Desativar os elevadores;

3) Retirar todo o material plástico utilizado para alimentação;

4) Estocar sacos de lixo pelos locais de passagem das pessoas;

5) Paralisação do ar condicionado de todos os ambientes;

6) Inundação das áreas de acesso ao estabelecimento;

7) Precificação dos alimentos em cenários hipotéticos de crise climática e remarcação dos valores destes produtos nas praças de alimentação da instituição;

8) Demarcação de um dia vegetariano nos restaurantes da instituição, sem quaisquer exceções;

9) Cálculo da pegada média diária de carbono de carros na região da intervenção e marcação dos veículos estacionados na garagem da instituição com estes dados;

10) Alocação em massa de bicicletas, patinetes e outros meios de transporte que não utilizem combustíveis fósseis na entrada e na saída da instituição;

11) Divulgação de mecanismos de carona colaborativa, como o app "Byndweb";

12) Empilhamento de 6 galões d'água de 20 litros próximo aos banheiros, contendo a informação de que, em média, um banho de 10 minutos consome esta quantidade de galões;

13) Afixar informações sobre a rentabilidade de investimento em empresas sustentáveis nos caixas eletrônicos e nas portas das instituições financeiras do local (se houver);

14) Implementação do dia da leitura sustentável, segundo o qual a livraria da instituição (se houver) aplicará descontos e divulgará apenas livros sobre temas de desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas;

15) No caso de instituição de ensino, criar um sistema de biblioteca colaborativa entre turmas subsequentes para que todo livro comprado por um veterano seja emprestado para um calouro e assim sucessivamente;

16) Conexão de todas as televisões da instituição com canais e conteúdos relacionados ao desenvolvimento sustentável e às mudanças climáticas;

17) Desenvolver um sistema de armário colaborativo para que os integrantes da instituição sejam obrigados a depositar, ao menos, 2 peças de roupa por mês, de tal modo que aquele que pegar uma roupa no armário, deverá depositar outra no seu lugar; e

18) Disponibilizar óculos de realidade aumentada (AR) que simule cenários de inundação, enchente e queimadas.

19) Ao desenvolver a ação buscar caminhos para institucionalizar comportamentos e/ou posicionamentos da instituição-parceira em prol de atitudes mais responsáveis e de apoio ao combate às mudanças climáticas. Um exemplo seria intermediar ou apoiar adesão a planos/pactos de conservação de energia e de água da cidade, estado ou internacionais.

Para quem?

O Pacote de Intervenção Sustentável foi desenvolvido para todo aquele que foi, é e/ou será tocado e sensibilizado pelas mudanças climáticas.

Provocações?

Daniel Munduruku: no dialeto Munduruku não existe a palavra futuro para que não seja possível tirar a responsabilidade do presente.

Comando e controle, incentivos econômicos e informação não são suficientes. Mudança de comportamento demanda certa "arquitetura de escolhas".

A discussão sobre mudanças climáticas deve envolver os mais pobres. São eles os mais afetados e os que mais se importaram com a intervenção.

Não há barulho que acorde aquele que finge está dormindo. Quem não quis se envolver, não se importou com as informações e com o movimento.

Indicadores não resolvem nada. Dados podem sempre ser insuficientes para aquele que não quer acreditar.

O Protótipo

Realizamos uma intervenção na FGV com algumas iniciativas propostas no pacote de intervenção para coletar feedbacks e avaliar a receptividade do público-alvo para essa iniciativa, assim como a efetividade da ação.

O vídeo da intervenção realizada no dia Mundial do Meio Ambiente se encontra aqui.

Conclusões e aprendizados

A realização do protótipo trouxe aprendizados importantes para a construção do pacote de intervenção, tanto para a execução do mesmo, quanto para a amplificação da ativação para além do período da intervenção. As principais conclusões e aprendizados estão listados abaixo:

  • Independentemente do espaço onde a intervenção for acontecer, é importante envolver o público-alvo da ação previamente - principalmente, os mais engajados com a causa - com o planejamento e a execução da intervenção.
  • Recomendamos também que este pacote de intervenção seja realizado em parceria com alguma organização engajada com a causa das mudanças climáticas - como por exemplo, o Greenpeace ou Engajamundo - para que o pacote seja multiplicado para diversos stakeholders e haja o reaproveitamento dos materiais em um maior número de intervenções possíveis. Na apresentação final, nós trouxemos um representante do Engajamundo e iremos compartilhar com ele o pacote de intervenção.
  • Na intervenção na FGV, realizamos a ação durante 1 dia, com maior foco no período da manhã, quando havia uma maior circulação de alunos. Sugerimos que a ação seja ampliada para que o público-alvo seja impactado pela intervenção com maior frequência e, junto a isso, sugerimos que sejam promovidas palestras e debates sobre o tema. Dessa forma, aliamos o impacto à informação e conhecimento que reforcem a conexão do tema com a vida de cada um.
  • Com isso, recomendamos também um planejamento antecipado da ação para que a mesma aconteça junto a alguma data comemorativa relevante para o meio ambiente, como o próprio Dia Mundial do Meio Ambiente, o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas ou o Dia da Terra, para citar alguns.
  • Sugerimos também a integração da intervenção offline com uma estratégia de comunicação e divulgação online, com o uso de plataformas de conteúdo e mídias sociais para amplificar o impacto da ação. Para a intervenção da FGV, criamos uma página no Instagram [@tarolandoumclima] e publicamos alguns conteúdos no dia para explicar a ação e trazer algumas informações sobre as mudanças climáticas. Percebemos que a página não teve muitos seguidores, pois os jovens impactados usaram principalmente as redes fechadas (whatsapp) ou o seu próprio Instagram para publicar e repercutir a ação.
  • Para a estratégia de comunicação online, recomendamos que a iniciativa seja realizada em parceria com algum canal/ plataforma de conteúdo sobre o clima, direcionando para uma página com informações e dados relevantes sobre as mudanças climáticas. Além disso, recomendamos que algumas ações da intervenção sejam interativas de forma que estimulem a publicação das mesmas, assim como o uso da hashtag #tarolandoumclimao.
  • O vídeo desenvolvido acima, sobre a ação, seria outro recurso de divulgação e viralização da ação. Por isso, recomendamos que o mesmo seja desenvolvido para toda intervenção e divulgado nos canais oficiais da campanha e por meio dos alunos mais engajados. Importante: solicitar termo de uso de imagem para todas as pessoas que estiverem presentes no vídeo.
  • Conectado à isso, sugerimos também que os canais próprios da ação ou mesmo a plataforma de conteúdo contenham dicas práticas e/ou ferramentas para a mudança de comportamento, tais como a recomendação do consumo semanal de carne vermelha, incentivo à compostagem domiciliar, recomendação de produtos mais sustentáveis, entre outros.
Intervenção nos elevadores da FGV, simulando falta de energia.
Intervenção nos elevadores da FGV, simulando falta de energia.
Galões de água vazios, simulando a falta de água na FGV.
Lixos espalhados pelos espaços de grande fluxo da FGV
Lixos espalhados pelos espaços de grande fluxo da FGV
Simulação de um aumento absurdo no preço dos alimentos do Rockafé
Simulação de um aumento absurdo no preço dos alimentos do Rockafé
Banner de intervenção na entrada da FGV com toras de madeira

Obrigadx!