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Biblioteca se adapta a novos tempos

Exposições, lançamentos, seminários e palestras, que sempre contaram com o espaço físico da Biblioteca, migraram para o ambiente virtual durante a pandemia. Outro ponto a ser destacado, segundo a coordenadora-geral, Cintia da Costa, foi o investimento na difusão do trabalho pelas redes sociais. Por meio do Facebook e do Instagram, a unidade começou a postar material constante do acervo e divulgar atividades. Com isto, aumentou o número de seguidores nas páginas. Em dezembro de 2019 eram 2.236 no Instagram. Eles passaram, em dezembro de 2020, para 11.872. Cintia ressalta que não era coordenadora quando a crise sanitária surgiu em 2020, mas sentiu fortemente os impactos no ambiente de trabalho e no trancamento do acervo físico da biblioteca. Segundo ela, o fato de ter sempre trabalhado no atendimento, trouxe uma visão global das rotinas e processos. Mesmo com a digitalização do acervo, os aspectos “físico e presencial” do setor são incontornáveis, assegura.

Algumas publicações da Biblioteca no Instagram

— Apesar de termos muitas atividades que permeiam o meio digital, sempre tivemos a parte física e presencial da biblioteca muito forte, atendendo os usuários, subsidiando as atividades dos parlamentares. Precisamos dos documentos para realizar as atividades, as pesquisas e as demandas de informação.

A gestora recorda um sentimento de apreensão sobre a dinâmica de trabalho à época do início da pandemia em relação ao atendimento presencial. O que foi compensado, em parte, pela manutenção da rotina interna.

— Os nossos trabalhos de descrição da informação e parte técnico como bibliotecário são todos feitos num software, tudo feito por sistema. Nunca tivemos dúvidas de que os trabalhos continuariam sendo feitos, assim que o acesso remoto fosse habilitado — destacou.

Cintia relata a responsabilidade da Biblioteca do Senado em termos nacionais, o que foi um fator a ser considerado durante a pandemia:

— São demandas de livros, capítulos, artigos. Digitalizamos para mandar para usuários em outros estados. Este trabalho foi prejudicado porque não podíamos digitalizar estas obras físicas. A biblioteca estava fechada. Nossa saída foi utilizar o que já tínhamos em formato digital — disse.

Segundo a coordenadora, a equipe passou a “utilizar mais as bases de dados que assinamos e a intensificar o uso da nossa biblioteca digital. Consultamos mais a internet para utilizar material de livre acesso. Mudamos basicamente a fonte da pesquisa que se tornou eletrônica”.

Credits:

Criado com uma imagem de geralt - "people google polaroid"