…e estava garantida a diversão das crianças de uma pequena comunidade do noroeste gaúcho, quase na fronteira com a Argentina. As brincadeiras eram abertas para quem quisesse participar.
E isso era uma extensão do que acontecia entre as 330 famílias quando o assunto era alimento.
As trocas eram a regra, e a exceção era comprar o pouco que não se plantava.
Foi nesse ambiente que cresceu o então menino Helio Luiz Marchioro.
O trabalho coletivo, as festas da colônia e o ambiente de interdependência das famílias influenciam até hoje os ideais dele.
Mas foi do convívio em casa que nasceu uma grande paixão: o vinho!
Ver seu pai fazer a bebida serviu de inspiração para o projeto que iniciou em 2014.
“Meu pai nunca colocou veneno na uva e nem conservante no vinho”, conta.
Criar um produto com mínima intervenção como o pai fazia deu origem à Vinícola Casa Ágora.
Produtora de vinhos orgânicos por meio da agricultura biodinâmica, que leva em consideração aspectos como as fases da lua, por exemplo, a Casa Ágora é também um espaço para debates sobre a vitivinicultura.
O próprio nome foi escolhido por essa razão: a palavra ‘ágora’ tem origem na língua grega e significa ‘espaço aberto para reunião’. O que não poderia ser diferente vindo de Helio, que tem formação em Cooperativismo e Sociologia Política.
Ele faz questão de manter as portas de sua propriedade abertas para que outros agricultores façam parte do espaço.
“Esse é um lugar coletivo. Quem me ajuda, ajudado será”.
Por isso que o minifúndio de 10 hectares na cidade de Pinto Bandeira, no Rio Grande do Sul, é um local onde a uva é mais um entre os cultivos.
Erva mate, milho, feijão e abóbora são alimentos plantados por produtores que ajudam no manejo dos parreirais. Eles podem vender e levar pra casa os frutos de seu trabalho.
Um mutirão aos moldes de como Helio vivenciou quando era criança. “Não sei fazer diferente”, explica.
Essa preocupação em disponibilizar para outros cultivarem seu alimento e ganha-pão vem da lembrança de uma forma de produção que a monocultura da soja excluiu.
A chegada do pacote de insumos químicos e venenos praticamente acabou com a agricultura familiar. Grande parte das vilas das cidades é oriunda daquele ambiente amigável de cooperação, o que marca muito Helio.
Hoje, mesmo apostando na produção orgânica para as diversas variedades de uva que trabalha, como Merlot, Pinot, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc, ele enfrenta as dificuldades em um segmento praticamente convertido ao uso de produtos químicos e produção mecanizada.
Por mais que saiba que o caminho é árduo, desistir não faz parte de seus planos.
“Trabalho com uma causa, espero viabilizar”.
Para isso, envolve seus filhos e sobrinho na empreitada, sempre em busca de um equilíbrio entre aprimoramento e mínima intervenção.
Os cuidados para um produto final nos padrões que a marca quer ser reconhecida vão desde adubo orgânico, poda especializada, manuseio manual, leveduras indígenas (ou selvagens) até a não filtragem do vinho.
Ou seja, o mais natural possível.
E para se alinhar a isso, parte dos vinhos da Casa Ágora recebe nomes indígenas como Igàra, Kamé e Iara.
Uma homenagem à Terra Indígena Inhacorá, nas proximidades da comunidade onde Helio cresceu e presenciou a relação de amizade e respeito entre os pais e os indígenas.
Além dos nomes, as garrafas são cobertas com uma cápsula produzida artesanalmente por indígenas caingangues.
Sugestão de consumo: Churrasco para harmonizar com vinho
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Dá play nesse vídeo para conhecer quem faz essa revista:
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muito obrigado!
e tem mais histórias nesta edição:
- O poder do butiá: produtora explora os sabores e as paisagens da região conhecida como Rota dos Butiazais.
- Doces de Portugal: neta de imigrantes portugueses leva adiante as receitas tradicionais dos doces em Pelotas.
- Azeite de primeira: a jornada de uma produtora em busca do primeiro azeite extravirgem orgânico 100% gaúcho.
- Paixão pelo fogo: de onde vem a relação tão próxima do gaúcho com o fogo, seja para aquecer ou cozinhar.
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Butiazeiro: enraizado na terra e na pele
Um caminho conecta o Brasil aos vizinhos Argentina e Uruguai.
No trajeto, territórios que possuem butiazeiros, ou onde o butiá tem um valor histórico e cultural.
O caminho é chamado de Rota dos Butiazais.
A Rota do Butiazais atravessa os biomas Pampa e Mata Atlântica, valorizando uma palmeira nativa que há tempos perdeu o seu valor comercial.
Um município brasileiro de menos de 20 mil habitantes integra a rota por abrigar a maior área de preservação da espécie no país.
Tapes, às margens da lindíssima Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.
Tapes possui a maior extensão de butiazal do estado. Milhares de butiazeiros centenários compõem a paisagem.
Em meio a esse cenário, Fernanda Trescastro Pacheco nasceu. Sócia proprietária da empresa Butiá Turismo Rural, descobriu por meio de uma vizinha que seus antepassados tiveram uma relação forte com os butiazeiros.
Eram crineiros, e detinham a tecnologia de fazer a crina com a folha do butiá.
No passado, a importância da planta estava em sua palha, que era usada para o enchimento de colchões quando ainda não existia a espuma. Segundo Fernanda, Tapes chegou a ser o maior exportador de crina do país.
A mercadoria era escoada por um trapiche existente na Lagoa dos Patos.
Por meio de pesquisa e coleta de informação com os moradores mais antigos, Fernanda, que também é gestora ambiental, uniu seus conhecimentos e criou roteiros turísticos nas propriedades onde fica o butiazal.
“A coisa mais importante de trabalhar com o butiazal foi conhecer sobre a biodiversidade, a ecologia e as histórias das pessoas que viveram neste lugar tão mágico”, diz ela.
A primeira atividade aconteceu em 2019, e a procura foi tão grande, que o grupo teve que ser dividido.
Em meio ao passeio, os participantes puderam se deliciar com um piquenique recheado de produtos da região, incluindo, claro, bolos e cup cakes de butiá, entre outras comidas feitas com o fruto.
Com o tempo, outros grupos foram surgindo. Alunos de escolas, estudantes universitários, idosos. Todos foram surpreendidos com a beleza do lugar.
“A gente passa por butiazeiros altos, túnel de mata nativa, e depois chega a um local que até parece o parque dos dinossauros”, relata a empresária, que tem o maior prazer em acompanhar os visitantes.
E foram essas pessoas que fizeram Fernanda entrar para a gastronomia do butiá. Ao final do passeio, todas sentiam a falta de souvenirs de Tapes.
Então ela colocou em ação o aprendizado de um curso de doces que tinha feito em Pelotas, e começou a fazer cachaça e geleia de butiá em miniatura.
Os produtos fizeram tanto sucesso, que teve que aumentar o volume. Passou a produzir além da cachaça, as geleias de butiá com e sem pimenta, a mostarda de butiá e uma geleia sem açúcar, adoçada com maçã.
Vendidos com a marca Da Trilha, da qual é a única responsável, ela planeja expandir o mercado vendendo os produtos também a restaurantes.
“Quero difundir o butiá”.
Com essa fala, Fernanda expressa não só a sua vontade, mas de toda uma cadeia que vê na Rota dos Butiazais uma chance de trazer de volta a importância dessa palmeira tão simbólica e versátil, que serve para a gastronomia, artesanato e alimento para os animais.
Enquanto o butiazal permanece intacto pela garantia de lei que proíbe o corte da planta, os butiazeiros envelhecem com dignidade, expondo sua idade no tronco por meio de riscos em alto relevo, parecidos com ranhuras.
Quanto mais riscos, mais idoso é o butiazeiro. Olha um exemplo na foto!
Riscos que Fernanda trouxe para sua pele, tatuando um butiazeiro em suas costas. Enraizado em seu corpo e nas terras de Tapes.
sugestão de consumo: geleia de butiá com pimenta da trilha
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o doce que atravessa gerações
Era 1963 quando um português chamado Francisco olhou pro oceano Atlântico cheio de sonhos.
Pegou o navio e veio olhar essa terra com os próprios olhos. Aqui percebeu que, sim, tinha chance de uma vida melhor. Então escreveu à esposa Emília e pediu que ela embarcasse com os cinco filhos rumo ao desconhecido.
A cidade era Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, um lugar que se tornaria a casa deles e de todas as gerações que viriam a seguir.
O primeiro negócio da família Rosa Lavrador foi uma padaria, que também vendia doces. As doçuras feitas por Emília fizeram tanta fama que roubaram os holofotes.
Aí foi um troca troca de cartas com os parentes de Portugal. Emília queria dicas e novas receitas, pra saciar ainda mais o desejo dos pelotenses por aquelas delícias portuguesas.
E foi assim, Delícias Portuguesas, que a marca foi chamada, hoje um nome reconhecido em todo o Brasil.
Apesar de tradicional, a empresa Delícias Portuguesas acompanhou a passagem dos anos, se reinventou e adquiriu novos conceitos - sempre preservando as receitas originais da vó Emília.
Hoje, é a neta Muriel Duarte Sevastakiev quem leva pelas mãos o legado dos avós. Esta já é a terceira geração à frente da confeitaria, que além de Emília, já teve sua filha Alzira no comando.
Formada em Hotelaria, Muriel morou na França, onde conheceu o marido Emil Sevastakiev, chef de cozinha. Os dois vieram morar no Brasil e decidiram se tornar parte da história da Delícias Portuguesas.
Fizeram sociedade com Stefano Faustini, amigo de infância de Muriel, e assim formaram a nova cara da confeitaria.
“A gente ia abrir um restaurante, mas vimos que já existia essa herança familiar e esse potencial. Então resolvemos dar continuidade à história da família.”
“Aos poucos fomos agregando na confeitaria os doces franceses e também um cardápio de salgados”, diz Muriel, que se preocupa com a constante atualização da empresa.
Além da marca, a vida pessoal de Muriel e Emil também recebeu uma linda novidade há quase dois anos. Nasceu Eva, a filha do casal, que já desde cedo convive com o cheirinho de doce e o barulho das panelas.
“Ela já gosta de mexer com a colher na panela quando o Emil está cozinhando”, conta a empresária.
Além da loja, uma vez ao ano eles marcam presença na tradicional Fenadoce, em Pelotas, sempre um grande momento para o mercado. Toda a variedade do cardápio é levada ao evento.
Olha dona Emília fotografada em uma das edições da Fenadoce!
Quindim, bombom de morango, pastel de Belém, bem casado. Difícil escolher um… Mas Muriel arrisca dizer seu favorito: “Eu amo toucinho do céu, um doce bem tradicional português.”
O cuidado e a delicadeza com que cada doce é feito são características levadas ao atendimento. Hoje a confeitaria também é lugar de pausa, descanso e refeição.
Lá se serve café, almoço e até um vinho do Porto pra combinar com um pastel de Belém quentinho.
É a experiência completa, levando ao paladar e à memória os frutos dos sonhos trazidos na bagagem de Francisco e Emília.
sugestão de consumo: harmonizações com doces de pelotas
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De meta em meta, nasce um azeite especial
“Minha mãe sempre dizia que as pessoas precisam ter metas”.
Sem perceber, a filha Maria Nina Braga segue o conselho.
A primeira meta da nova profissão foi comprar as mudas de oliveiras de um dos únicos lugares que vendia a planta no país, no estado mineiro. Com as quatro variedades escolhidas – arbequina, arbosana, koroneiki e picual -, precisou ajustar o solo para fazer o plantio.
“Tive a sorte de conhecer um agrônomo que também estava começando sua plantação, e me ajudou dando as dicas certas”, conta Nina.
Filas, espaçamento entre as árvores, tudo era importante no início. “Era um desafio, ninguém fazia isso aqui”, explica.
A Estância do Cerro, onde os mil pés de oliveiras foram plantados, está localizada em Rosário do Sul, nas proximidades com o Uruguai. Uma região conhecida pelo plantio de soja e arroz. As dificuldades desse começo eram ainda maiores por falta de informação sobre olivais no Brasil.
No princípio, Nina trabalhava de forma convencional, e usava defensivos químicos para proteger as plantas contra pragas. Mas mudanças na sua própria alimentação e estilo de vida fizeram com que quisesse fazer a conversão para um plantio mais natural.
“Foi uma coisa de foro íntimo. Não ia conseguir vender algo em que não acreditasse”.
Então, a meta seguinte foi iniciada: em 2017 parou de usar veneno nas oliveiras.
Na agricultura, essa transição dá o título de agroecológico ao produto.
A produtora sabe que a certificação orgânica que está por vir é uma das conquistas mais importantes de sua jornada, mas que não garante expansão no mercado.
Isso porque o consumidor brasileiro está acostumado a consumir azeites de oliva estrangeiros, que chegam ao país já velhos. Isso diminui o frescor e suas características mais importantes, como intensidade e picância.
Já Nina aposta exatamente nessas qualidades, e faz a colheita das azeitonas antes que amadureçam, o que garante também uma maior concentração de polifenol, elemento que faz do azeite de oliva uma gordura benéfica à saúde.
“É um trabalho de formiguinha. Mudar o paladar das pessoas é muito difícil”.
Mas nada é impossível para a dona dos Azeites Nina, que colocou seu nome na marca para reforçar sua crença em todo o trabalho que tem feito.
Antes mesmo do serviço terminar, as azeitonas vão para o processamento a frio. Os frutos são prensados e, dali a uns 15 dias, o azeite já pode ser envasado.
Além do azeite, a marca oferta azeitonas no azeite e chá de folhas de oliveira.
Ao ver o resultado dos esforços materializados, os desafios tornam-se satisfação. E o trabalho ganha um gostinho ainda mais especial ao receber reconhecimentos como o Selo Produto Premium Origem e Qualidade RS.
O empurrão necessário para encorajar a produtora a futuramente participar de prêmios internacionais.
A carreira que surgiu como um recomeço de vida com o nascimento da primeira neta, virou uma sequência de metas cumpridas.
Por mais que elas sempre se renovem, são a garantia de uma jornada gratificante.
sugestão de consumo: sweet nina
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Uma história de amor ao fogo
É quase manhã e a chaleira de ferro já está no forno a lenha.
Enquanto prepara o mate, alguém olha através da janela o tanto de beleza guardada na estância da família, no interior do Rio Grande.
O Pampa de formas verdes, as aves típicas de cantos já tão conhecidos ao acordar, tudo isso remete às histórias que se passaram ali desde sua infância.
Todas histórias em torno da comida ou uma boa roda de mate. Todas ao redor do fogo.
Essa poderia ser a história de todos os que nasceram na campanha (zona rural do Estado), ou até dos que nasceram na cidade e herdaram do campo o amor pelas tradições.
No Rio Grande do Sul, o churrasco, o charque, o carreteiro e o chimarrão são mais do que costumes de comer e beber: são pretextos para se reunir.
Nos primórdios do churrasco como o conhecemos, sob influência dos imigrantes Jesuítas e também dos indígenas, o fogo de chão foi o grande protagonista da culinária local, gerando uma imagem icônica que ainda sobrevive no imaginário gaúcho e na realidade de algumas famílias rurais.
Antigamente a chama era acesa embaixo de uma grelha feita em madeira verde, uma forma de não deixar a grelha queimar.
A grelha é chamada de moquém, nome de origem tupi, e ainda hoje é registrada em algumas fazendas tradicionais.
"O fogo de chão de uma estância é onde se reuniam os peões antes de sair pra lida, é um santuário.
Eles estão tomando um chimarrão, assando um pedaço de carne, repartindo. É como se estivessem juntos em frente a um altar", diz Caio Monti, professor de gastronomia do IFSC Continente, nascido no campo em Santa Maria, onde aprendeu com o pai tudo sobre o fogo.
No século 17 a fogueira também era útil aos viajantes: era a forma de cozinhar dos tropeiros quando a fome apertava após longas caminhadas pelo litoral do Estado.
Ao receber os suprimentos trazidos pelo carreteiro, o homem da carreta, eles preparavam o mais simples que podiam com os produtos duráveis, arroz, banha e charque (carne seca salgada).
Ainda hoje as panelas e as mesas gaúchas se preenchem desse prato típico batizado em homenagem ao supridor, o “carreteiro".
Mas como tudo, tradição também evolui.
Vai ganhando novos contornos, instrumentos mais modernos, ideias mais frescas e abertas.
Assim como evolui a história de amor do gaúcho pelo fogo:
Depois do fogo de chão, veio a churrasqueira - levada a todo e qualquer apartamento urbano pelo êxodo rural -, e então as parrillas, as novas grelhas, garfos, pegadores e uma infinidade de equipamentos feitos especialmente para o ritual de assar e aquecer.
Hoje o churrasco do Rio Grande do Sul encontra com um mundo em crise em reformulação de estilos de vida. E até a isso parece se adaptar bem.
Com o movimento vegetariano e vegano tomando força mundialmente, não há como não pensar nos reflexos disso às tradições mais carnistas, como a gaúcha.
Caio afirma que todos têm lugar em frente à churrasqueira.
Há sempre espaço para cebolas, pimentões, abobrinhas e toda sorte de legumes a defumar nas grelhas e nos espetos.
"O ritual do churrasco significa reunir, partilhar. Ele jamais é excludente, é sempre agregador."
O fazer churrasco é mais sobre companhia do que regras. Acender o fogo da comida gaúcha, seja em chão, churrasqueira, a lenha ou a carvão, é um pretexto para reunir pessoas. Um convite às boas histórias.
“O sentido é a confraternização. A churrasqueira faz com que haja esse momento. O fogo sempre vai estar esperando pra fazer o ritual.”
Se você é produtor e também tem histórias cheias de sabor, conta pra gente:
dica para os amantes de café
De 08 a 10 de julho, a cidade litorânea de Santos volta a ser palco do Festival Santos Café, na sua versão 100% presencial. A sétima edição do evento vai oferecer dezenas de atrações gratuitas para todas as idades, em vários pontos do Centro Histórico. Palestras, oficinas, visitas, shows e exposições fazem parte da programação.
E que tal uma salada de frutas?
O Instituto Brasil a Gosto está com uma série super interessante sobre Frutas do Brasil. A cada semana, uma nova fruta é apresentada, contando sua história e peculiaridades. Acompanhe pelo Instagram do instituto.
Prefere um chazinho?
Neste mês de julho vão ser abertas as inscrições para a primeira edição do Festival Brasileiro de Chá, organizado pela Associação Brasileira de Chá (ABChá). O evento tem data marcada para o dia 19 de agosto, e promete entrar para o calendário anual. Itinerante, o primeiro encontro vai acontecer na cidade de São Paulo. O evento contará com chás de diferentes marcas e artesãos brasileiros, além de uma kombucha especialmente criada para o festival.
sugestão para os cervejeiros
Vem aí mais um evento para os apreciadores de cervejas artesanais. Dessa vez, na cidade de Barra Bonita, estado de São Paulo. No dia 9 de julho, acontece o 6º Festival de Cervejas Artesanais de Barra Bonita, que terá a participação de cinco cervejarias da região.
um filme imperdível sobre gastronomia
Unanimidade na Gastronomia, o chef, escritor, aventureiro e apresentador Anthony Bourdain fez história com seu programa na CNN Anthony Bourdain: Parts Unknown. Após sua morte em 2018, seus fãs ficaram carentes de suas provocações a respeito do universo da comida. Mas um alento chegou.
O documentário “Roadrunner: A Film About Anthony Bourdain” foi lançado nos Estados Unidos no ano passado.
O filme mostra a vida do chef que virou celebridade, com imagens de seus programas, viagens, making-of e depoimentos de conhecidos. Por enquanto, Roadrunner ainda não está disponível nas plataformas de cinema do Brasil, mas você já pode sentir o gostinho da obra assistindo a seu trailer.
datas importantes em julho
Neste mês celebramos o Dia do Agricultor Familiar e o Dia do Agricultor, dias 25 e 28, respectivamente. O Brasil, como um dos maiores produtores de alimento do mundo, tem investido muito em tecnologia no campo. No entanto, peca em investir pouco na produção em pequena escala, geralmente promovida pela agricultura familiar, aquela que produz quase 90% dos alimentos da nossa mesa.
Um olhar mais atento à essa parcela da agricultura poderia diminuir o êxodo rural e melhorar problemas sociais graves.
O Comida com História parabeniza todos os agricultores, e traz um artigo da Embrapa sobre a trajetória da agricultura brasileira, para que conheçamos a história e aprendamos com os erros do passado para construirmos um futuro sem fome e mais justo para todos.